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Baixo Zambeze já regista cheias

A possibilidade de inundações no baixo Zambeze poderá deteriorar-se nos próximos dias caso se mantenha o padrão actual de ocorrência de chuvas, sobretudo nos países a montante. O baixo Zambeze, que já regista níveis acima do alerta, deverá conhecer um incremento maior, instando-se, por isso, a população a abandonar as áreas de risco.

 

 

Com efeito, devido às contribuições a, montante (Kariba aumentou as descargas a partir de 1 de Fevereiro), a hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) deverá incrementar o caudal de 4200 metros cúbicos por segundo para 6400 a partir de amanhã, uma situação considerada inevitável pelas autoridades gestoras dos recursos hídricos.

A HCB, disse, em comunicado que foi decidida a abertura de mais uma comporta para garantir a segurança hidráulica operacional do empreendimento.

Devido à possibilidade do agravamento da situação a jusante, a população é instada a abandonar as áreas propensas a inundações próximas do Zambeze e seus afluentes.

Dados obtidos da Direcção Nacional de Águas (DNA) referem que Tete, Mutarara, Caia e Marromeu encontram-se com níveis acima do alerta, situação que poderá agravar-se, atendendo também à contribuição dos principais tributários, como é o caso do Chire e Revubuè.

Em Caia, a título de exemplo, o rio apresenta-se acima dos 90 centímetros do alerta lixado em cinco metros, com possibilidade de incremento nos próximos dias.

A mesma preocupação é com relação ao rio Save, na província de lnhambane, que atingiu ontem 6.14 metros, mais de meio metro do alerta, que é de 5.50 na escala hidrométrica em Nova Mambone. Esta situação coloca a vila de Nova Mambone, sede do distrito de Govuro, na iminência de cheias.

As autoridades administrativas locais reforçaram desde última terça-feira as medidas de segurança, com os comités de gestão de risco a espalharem mensagens de provável transbordo do rio e a ocorrência de inundações.

O administrador do distrito de Govuro, Azarias Xavier, disse que nas zonas baixas do rio, nomeadamente os bairros Matasse e Mussanga, a água do Save já começou a inundar algumas machambas, sem, no entanto, criar vítimas humanas. Estima-se em 100 hectares a área atingida pelas inundações, afectando 450 famílias.

Azarias Xavier sublinhou que a comunidade está disposta a abandonar os locais de risco antes da chegada de muita água nas suas residências.

O Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC) renovou o apelo para a população a viver nas zonas propensas a inundações, principalmente a sede do distrito de Govuro, a abandonarem as zonas de risco antes do agravamento da situação.

Enquanto isso, os níveis hidrométricos nas bacias do Limpopo, em Combomune, Chókwè, Sicacate e lncomáti, em Magude, a tendência será de baixar, enquanto que em Madubula, no rio Maputo, a tendência será de subida.

Na região norte do país a bacia do Messalo poderá continuar a registar subida de níveis hidrométricos devido à previsão da ocorrência de chuvas na região, sem contudo atingir a alerta.

A Direcção Nacional de Águas continua a manter o alerta com relação ao Zambeze, Púnguè, Búzi, Save, Limpopo, lncomáti e Maputo.

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