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Internazionale coroa ano inesquecível com conquista do Mundial de Clubes

O TP Mazembe revelou durante a Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2010 algumas novas estrelas do futebol africano. Mas, para ser campeã, a Internazionale contou no seu plantel com um craque do continente já consagrado e decisivo, este sábado, em Abu Dhabi. É o camaronês Samuel Eto’o, que deu um belo passe para o primeiro golo, fez o segundo no triunfo do clube italiano por 3 a 0 e acabou levando a Bola de Ouro adidas no final e o prêmio de melhor em campo na final.

Depois de ficar fora da conquista do Barcelona no ano passado, Eto’o chegou motivado aos Emirados Árabes Unidos para ganhar a sua própria medalha no torneio e foi o grande nome da final. A sua atuação fica como um exemplo de potencial para seus conterrâneos africanos, que protagonizaram uma campanha histórica ao eliminar o Pachuca e o Internacional para levar a primeira equipe que não europeia ou sul-americana à final.

Inédito para o clube, título coroa um ano sensacional para a Internazionale em 2010, somando-se às aos troféus da Liga dos Campeões da UEFA, do Campeonato Italiano e da Copa da Itália. Além disso, serve também como um alívio momentâneo ao elenco, que pena no início da temporada europeia, além de compensar algumas frustrações individuais de grandes craques na Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010, como no caso dos brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio. No fim, o trio juntou-se ao médio Thiago Motta e ao jovem Phippe Coutinho (cortado por lesão) para comemorarem diante das câmeras.

Desta forma, a Europa também sagra-se campeã da Copa do Mundo de Clubes da FIFA pelo quarto ano seguido, desde a vitória do Milan em 2007, passando por Manchester United e Barça, desempatando a disputa direta com a América do Sul, que tem três campeões.

Eto’o desequilibra

Uma vez que derrotou os campeões da CONCACAF e da CONMEBOL em sequência, o Mazembe perdeu seu efeito de zebra na decisão. A Internazionale entrou em campo determinada a evitar qualquer surpresa, controlando a posse de bola com zelo e eficiência, sem dar chance aos contra-ataques da equipe da República Democrática do Congo.

O talentoso Mutola Kabangu, por exemplo, não teve espaço. A equipa de Rafa Benítez procurou mais o ataque, mas sem urgência, procurando a melhor oportunidade para dar o golpe de misericórdia, que saiu em um lance brilhante de Eto’o.

Aos 17 minutos, depois de troca de bola na intermediária ofensiva, o camaronês fez um lançamento impecável de primeira, encontrando Goran Pandev livre na área. O meia-atacante dominou e tocou de primeira, com sutileza, sem chances para o guarda-redes Muteba Kidiaba. Tal como fez na semifinal contra o Seongnam Ilhwa, a Inter não perdoou. Em sua primeira chance, abriu o placar.

Na final, porém, a equipe milanesa foi ainda mais inclemente. Quatro minutos depois, veio o 2 a 0. O incansável Javier Zanetti subiu à linha de fundo pela direita e tocou de modo rasteiro para trás. Eto’o recebeu o passe, girou rapidamente e bateu em diagonal, no cantinho direito.

Kidiaba ainda resiste

Ainda no primeiro tempo, por duas ocasiões brilhou o reflexo do goleiro Kidiaba, uma das grandes sensações do torneio. Por duas ocasiões, aos 24 e 43 minutos, ele teve o argentino Diego Milito pela frente. Conseguiu duas ótimas defesas, barrando aquele que foi eleito o melhor atleta da Liga dos Campeões da UEFA 2010/2011, evitando um placar humilhante para a sua na primeira etapa.

No segundo tempo, Kidiaba assistiu, do outro lado, a uma atuação de alto nível de seu companheiro de profissão, Júlio César. Recuperado fisicamente para disputar o torneio em Abu Dhabi, o brasileiro fez defesas arrojadas na reta final da partida, quando o Mazembe empolgou-se em campo para tentar seu golo e colocar fogo no jogo.

Contando com o apoio de boa parte dos espectadores no Zayed Sports City, a equipa foi para a frente decidido a encarar a Inter, que havia desperdiçado mais algumas oportunidades. A principal delas foi aos 80 minutos, quando Dioko Kaluyituka se antecipou à defesa e cabeceou na pequena área testando a agilidade de Júlio César. Com a retaguarda sólida, a Inter conseguiu o golpe final aos 85 minutos em combinação de seus reservas.

Dejan Stankovic fez um lançamento preciso para o atacante Jonathan Biabiany. O francês teve paciência para se desvencilhar de Kidiaba e chutar para a rede.

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