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Injectados USD 19 milhões para mitigar efeitos da seca no norte de Inhambane

Cerca de USD 19 milhões estão a ser aplicados no norte da província meridional de Inhambane, concretamente nas obras de ampliação e modernização do regadio de Chimunda, no distrito de Govuro, danificado há cerca de 14 anos pelas cheias.

Financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário (FIDA), o empreendimento deverá estar concluído ainda este 2014 e prevê-se que o mesmo recomece a operar no primeiro trimestre de 2015, apurou o Correio da manhã de fonte adequada do Ministério da Agricultura (MINAG).

Espera-se que com a entrada em funcionamento do regadio de Chimunda o mesmo venha alavancar os índices de produção agrícola na região norte de Inhambane e ultrapassar o crónico problema de escassez de alimentos naquele ponto do país, para além de transformar o actual sistema de agricultura de subsistência para a comercial e promoção do empresariado local com vista ao seu maior envolvimento no desenvolvimento rural e a redução dos níveis de pobreza.

Refira-se, entretanto, que as obras de ampliação e modernização daquela infra-estrutura compreendem ainda a construção de três novas pontes ao longo da lagoa para maior acesso ao perímetro do regadio, entre outros empreendimentos anexos, cujos trabalhos encontram-se numa fase bastante adiantada.

Paralelamente a estas acções, está igualmente em construção um poço de captação de água na margem sul do rio Save, embora as obras estejam ligeiramente atrasadas devido aos efeitos das intensas chuvas que caíram no primeiro trimestre de 2014, situação que condicionou a circulação das máquinas, explica o Ministério da Agricultura, acreditando, no entanto, que os prazos de conclusão das obras serão cabalmente cumpridos.

Estima-se que o regadio de Chimunda deverá garantir uma produção anual de cerca de 17 mil toneladas de culturas de arroz, milho, feijões, cebola, tomate e batata-reno e será de gestão privada.

O empreendimento terá uma capacidade de mil hectares, dos quais 300 hectares serão distribuídos a uma centena de camponeses do sector familiar para a produção agrícola e a restante área será explorada por operadores privados para desenvolver grandes projectos com o intuito de incrementar a agricultura comercial.

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