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INGC diz que não há alarme, apesar das descargas da HCB

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa começou, esta terça-feira, com as descargas de muita água. A HCB sustenta que as descargas que efectua resultam da pressão que está a ter a partir de Cariba na Zâmbia, onde também foram abertas comportas para vazar água. Apesar disso o Insituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) afirma que não há razão para alarme de cheias.

Como é sabido, quando há descargas dessas, uma parte da população, sobretudo aquela que vive nas zonas próximas do rio Zambeze, não escapa à fúria das águas que não tem perdoado culturas e por vezes pessoas também.

Dai que o alerta já tinha sido dado pela HCB, apelando para que as pessoas que vivem nas zonas próximas do rio Zambeze e outros pudessem abandonar os locais de risco para as zonas seguras. Como a província da Zambézia é aquela que não tem escapado às fortes pressões das águas, principalmente os distritos de Chinde, Mopeia e Morrumbala, o grande apelo ficou.

Mas já o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), nesta parcela do país, diz que não há alarme, mesmo com as descargas que a HCB vem efectuando. João Zamissa, delegado do INGC na Zambézia, disse ao Diário da Zambézia que neste momento não há nada que possa ser considerado como alarme.

Conforme garantiu Zamissa, as populações já tem conhecimento deste cenário, graças ao trabalho que vem sendo efectuado pelos comités. Num outro passo, a fonte sublinhou também que estas descargas que a HCB vem fazendo são a metade daquilo que já fez no passado dai que “estamos bem e nada de alarme nesta província”-rematou Zamissa.

Muita chuva caiu nas últimas horas

A cidade de Quelimane em particular e um pouco pela província está a registar muita precipitação desde a noite da última segundafeira para terça-feira.

Como se sabe, quando chove em Quelimane, o cenário é de caos com as estradas alagadas e o sistema de drenagem a mostrar mais uma vez que não foi feito ainda para responder as necessidades dos munícipes. Gente andando com calcas dobradas, sapatos nas mãos e outros ainda sem meios mergulham-se nas águas.

Nos bairros, aqueles conhecidos como os piores em termos de saneamento do meio, só para apontar Manhaua, Brandão, Santagua, Piloto, Kansa, etc, os moradores estão outra vez a passar maus bocados, por causa das águas das chuvas que aumentaram e que encontraram ou encontram sempre em contra-pé o sistema de drenagem.

O Instituto Nacional de Meteorologia, delegação da Zambézia já fez as contas e diz que neste período de 24 horas a província da Zambézia registou 47,4mm.

E nas próximas 24 horas, conforme o INAM, esperam-se chuvas fracas moderadas e intermitentes. Quer dizer, ainda vai chover, naquele processo, chove pára, chove pára.

Danos das chuvas

Por causa da queda das chuvas, já há danos pelomenos na cidade. Por exemplo, o murro de vedação do popular mercado da FAE caiu. As bancas estão a nu, porque a protecção já desabou.

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