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Governo incita ao empenho acrescido do sector privado

O Governo está a criar condições para que o sector privado nacional tenha mais vantagens nos empreendimentos em curso no país, na área da mineração, havendo, para isso, a necessidade de os investidores nacionais serem cada vez mais dinâmicos para aproveitar as oportunidades de negócio, referiu a ministra dos Recursos Minerais, no decurso da reunião trimestral do Conselho Empresarial Nacional da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, realizada esta sexta-feira, em Maputo.

Esperança Bias indicou que, para já, os concursos internacionais dos grandes empreendimentos do sector passarão a ser igualmente publicados localmente, por forma a que o empresariado nacional possa dispor das várias oportunidades existentes.

Trata-se, acrescentou aquela governante, de “um desafio para todos, quer para o Governo quer para o sector privado, pois o aproveitamento das oportunidades existentes poderia ser ainda mais significante do que tem acontecido”.

Para elucidar a situação, a titular do pelouro dos Recursos Minerais indicou que “de pouco mais de mil licenças de prospecção, pesquisa, concessões mineiras, reconhecimento e comercialização, apenas quatro empresas moçambicanas fazem a consultoria específica para a actividade mineira”.

“Olha-se muito para Moatize, em Tete, mas existem também actividades geológico- mineiras nas províncias da Zambézia, Nampula e Manica, sendo necessário que o empresariado nacional comece a interessar-se igualmente por esses pontos do país, com muita intensidade”, frisou Esperança Bias.

Salimo Abdula Por seu turno, o presidente da CTA, Salimo Abdula, reconheceu que “os desafios são enormes para aquilo que são as capacidades instaladas em Moçambique, o que vai certamente exigir do sector privado nacional um grande empenho face às grandes oportunidades de negócios existentes”.

“Temos que ser inteligentes para podermos granjear, não só simpatias, mas também parcerias, para de forma conjunta podermos desenvolver estas oportunidades de negócios com muita responsabilidade, de modo que os nossos recursos não sejam apenas para exportar, mas também para agregar valor para o mercado nacional”, realçou Salimo Abdula.

Para além da apresentação das oportunidades de negócio no sector dos Recursos Minerais feita pela ministra do pelouro, a reunião do Conselho Empresarial Nacional – um órgão de consulta da CTA – tinha ainda como objectivo analisar as suas actividades e funcionamento.

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