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Índia deverá investir mais de 800 milhões de USD em Moçambique

A Índia poderá investir em Moçambique, até 2011, mais de mil milhões de dólares (quase 800 milhões de euros), segundo o volume de projectos que estão a ser avaliados pelas autoridades moçambicanas. O número foi esta segunda-feira avançado por Mohamad Rafik, director do Centro de Promoção de Investimentos (CPI), entidade que gere e apoia os investimentos estrangeiros em Moçambique, ao falar numa reunião que juntou empresários indianos e moçambicanos.

A reunião realizou-se no âmbito de uma visita de dois dias (domingo e segunda- feira) a Moçambique do ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, Somanahalli Mallaiah Krishna (conhecido como SM Krishna), que assinou com o seu homólogo moçambicano um apoio indiano equivalente a 19,9 milhões de euros para expansão da rede eléctrica em três províncias do país. “Precisamos desesperadamente de aumentar o volume e fluxo de investimentos de vários países e estamos a insistir para que a Índia use Moçambique como parceiro estratégico”, disse Mohamad Rafik.

O ministro do Planeamento e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, lembrou que a Índia já investe em Moçambique nos sectores industrial, agrícola e de agroprocessamento, com Moçambique a exportar essencialmente castanha de caju, algodão e leguminosas. Mas os empresários moçambicanos querem mais, segundo Salimo Abdula, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, exemplificando com o sector da mineração: “Temos pedras preciosas e semi-preciosas que estão a ser contrabandeadas e a Índia tem conhecimentos para polimento e para acrescentar valor a essas pedras”.

A Índia foi no ano passado o quarto maior investidor em Moçambique, com um volume de negócios a rondar os 500 milhões de dólares (quase 400 milhões de euros). Mohamad Rafik salientou que a economia indiana está a modernizar-se e a produzir bens competitivos e com durabilidade, a um terço do preço dos produtos idênticos que Moçambique importa de mercados europeus e norte- -americanos. “Isto quer dizer que vamos ser importadores de equipamentos, maquinarias, bens de consumo, incluindo medicamentos.

Do nosso lado temos de exportar para a Índia o caju processado e o algodão, e continuar a aumentar a exportação de comida, cereais e leguminosas”, disse. Segundo o mesmo responsável, há um conjunto de investimentos em curso e oportunidades de investimento identificadas pelos indianos, no domínio da mineração, “que vai levar a que Moçambique seja exportador de bens minerais, carvão, ferro e aço, num futuro breve”.

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