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IMOPETRO retoma importação do gás doméstico

A Imopetro re tomou Segunda – feira última a importação das primeiras quantidades de gás de petróleo liquefeito (GPL), vulgarmente conhecido por gás de cozinha.

Mesmo assim, segundo escreve o jornal Notícias, não se espera que o mercado esteja suficientemente abastecido de imediato, porque se tratou duma ruptura de “stocks” prolongada, facto que exigirá algum tempo a sanar. Manuel Braga, Director-geral da Imopetro, empresa responsável pela importação de combustíveis, disse que sete vagões contendo GPL, o equivalente a 200 toneladas, eram esperados ainda segundafeira, em Maputo, iniciando-se assim com a regularização das importações. Apesar do início da importação, segundo a fonte, será necessário algum tempo para responder à grande procura, atendendo que por um período de mais de duas semanas não havia disponibilidade daquele combustível para venda ao público.

“As pessoas estão impacientes, daí que as primeiras quantidades a entrar para o mercado não terão visibilidade”, disse Braga. Ele prometeu, porém, que a empresa vai continuar a monitorar a situação e mantendo o público consumidor informado sobre o processo.

Desde que foi anunciado o incêndio na Engen que a IMOPETRO vem desenvolvendo esforços para encontrar outros fornecedores alternativos a partir da vizinha África do Sul. As 200 toneladas que eram esperadas Segunda-feira estão a ser entregues pela petroquímica sul-africana, a SASOL, a partir de Joanesburgo. Nas últimas quatro semanas, as cidades de Maputo e Matola ressentiram-se da falta de gás doméstico devido ao incêndio que paralisou a refinaria da Engen, na África do Sul, que tradicionalmente fornece aquele combustível. A previsão é que a mesma possa iniciar a produção no próximo dia 30 de Novembro.

Normalmente, o país importa 80 toneladas de gás por dia, principalmente por via rodoviária, mas uma vez que é muito procurado para o uso doméstico e na indústria hoteleira, qualquer interrupção no seu fornecimento tem implicações negativas imediatas.

A fonte ajuntou que apesar de não ter havido importação durante este período houve sempre garantia para os grandes consumidores, através duma gestão criteriosa, de tal jeito que os restaurantes, a título de exemplo, não encerraram. Reconheceu que as 200 toneladas são manifestamente inferiores aos consumos normais, mas acrescentou tratar-se de um bom princípio porque se estava diante duma crise excepcional. Através das importações a partir da África do Sul, a IMOPETRO espera ir regularizando, paulatinamente, a oferta.

Mensalmente são necessárias pouco mais de 1400 toneladas de gás doméstico. Para além do produto importado das refinarias sul-africanas, a IMOPETRO espera que até ao próximo dia 24 comece a chegar GPL descarregado a partir de Port Elizabeth que leva cerca de dez dias a ser transportado até Maputo.

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