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Imigrantes ilegais usam túnel como porta de entrada

Cresce o número de imigrantes africanos ilegais, na sua maioria oriundos dos Grandes Lagos, que, nos últimos tempos, têm estado a tomar de assalto o nosso país, através da província de Nampula. Alguns segmentos da sociedade civil denunciam que os imigrantes que optam pelo porto de Nacala para penetração no território nacional, têm-se servido do estratégico túnel subterrâneo outrora utilizado pelo então Presidente Samora Moisés Machel, durante as suas incursões militares.

Uma fonte que nos contactou, residente nas proximidades da exresidência de Samora, sita na zona de Naherenque, a cerca de três quilómetros da Base Aérea de Nacala, que, em tempos do conflito armado, acolheu importantes manobras militares e, actualmente, arrendada a um cidadão de nacionalidade nigeriana, disse assistir frequentemente barcos cargueiros de grande calado ancorados durante vários dias ao largo do porto de Nacala, mesmo próximo da praia local, a descarregar pessoas.

Facto que acontece sempre na calada da noite, criando, em consequência, fortes suspeitas por parte da comunidade local. As mencionadas pessoas são, em seguida, transportadas em pequenas embarcações até às margens, de onde são, depois, conduzidas à supracitada residência através do túnel subterrâneo.

Feita esta operação, que se presume esteja a ser encoberta por algumas autoridades das Forças Marítimas locais, alguns dos imigrantes passam pelo centro da cidade, apenas em trânsito, sendo seu destino desconhecido.

Anchita Metocheria, residente e natural de Naherenque há mais de sessenta anos, e que desenvolve actividade piscatória nas margens da praia, disse ao nosso jornal assistir movimentação desusada de viaturas que entram vazias e saem abarrotadas de gente de semblantes estranhos e, muitas vezes, vestidas sumariamente.

Não sei de onde é que, realmente, vem aquela gente, mas a verdade é que temos visto pessoas a serem transportadas de camionetas cobertas de lona como se de mercadoria tratasse, observou Metocheria, visivelmente intrigada.

Apelou para a necessidade de as autoridades adstritas à segurança marítima e à protecção civil prestarem especial atenção a estas clandestinas incursões pelo mar, por forma a não permitir que o país seja vulnerável a penetrações de outros povos, cuja intenção é delapidar as nossas riquezas, incluindo as espécies marinhas que, a par da mandioca, constituem uma das principais fontes de sobrevivência da população de Nacala-Porto.

Recordou de ter tido o privilégio de dialogar, algumas vezes, com o Presidente Samora, de quem conserva a imagem dum homem muito amigo do povo e dotado de extraordinária capacidade de liderança. Por isso, acredita que, se ele estivesse vivo, não iria permitir que aquela casa fosse usada como porta de entrada de imigrantes ilegais na província..

Acredito que algumas pessoas ligadas ao governo do dia estejam ao corrente da situação e, portanto, sejam coniventes nesses “esquemas” – desabafou a nossa fonte, visivelmente agastada com o cenário, que classificou de intolerante.

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