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Ilha Quirimba pede energia da HCB e barco ao presidente Guebuza

Os residentes do posto administrativo da Ilha Quirimba, no distrito de Ibo, na província nortenha de Cabo Delgado, pediram, ao Presidente da República, Armando Guebuza, energia eléctrica da Hidroeléctrica de Cabora Bassa (HCB) e um barco para o transporte de passageiros.

Os populares justificaram o seu pedido ao Chefe do Estado, durante um comício popular que Guebuza orientou, domingo, naquele ponto do país, no âmbito da Presidência Aberta que realiza, desde Sábado, à província de Cabo Delgado, alegando que com a energia da HCB vão acelerar o desenvolvimento económico e social e a integração regional.

Ao Presidente Guebuza, os populares pediram ainda a construção de uma escola secundária, uma instituição para a emissão de Bilhete de Identidade, lar para estudantes, reparação de estradas, reforço da rede de abastecimento de água, ambulância, enfermeiros e um hospital.

A estrada que as populações da Quirimba pedem para que seja reabilitada é a que liga Pemba/Pemba-Metuge/Quissanga por ser esta a espinha dorsal para a circulação de pessoas e bens a partir da capital da província (cidade de Pemba) para esta Ilha pertencente ao chamado Arquipelago das Quirimbas.

Em jeito de resposta a estas solicitações, o Presidente Guebuza, disse que todos os problemas apresentados demonstram claramente que a pobreza ainda persiste em Moçambique, apontando que pobreza é a falta do mínimo necessário para uma vida condigna.

“A pobreza é precisar de alguma coisa importante na nossa vida e não conseguir. A pobreza é não ter comida, escola, hospital, agua, energia e telefone. Também é pobreza não saber ler e escrever, ter doenças como malária diarreias. Estes são sinais de pobreza”, disse o Chefe do Estado. Segundo Guebuza, “ter telefone não é luxo, é uma necessidade, mas não ter é sinal de pobreza”.

O presidente moçambicano vincou que existem muitos sinais de pobreza que afectam todos os moçambicanos “porque quando eu tenho telefone e o outro não tem não podemos comunicar, e não comunicar é também sinal de pobreza”.

“A vontade do Governo é ver esses problemas todos resolvidos mas, existe uma contradição entre as necessidades e os meios disponíveis por isso, nós vamos resolvendo os problemas em função desses meios”, explicou o Presidente Guebuza.

O combate a pobreza ainda vai levar muito tempo, mas também há várias maneiras de combater este mal, seja na escola, machamba, hospital, onde quer que for é preciso trabalhar para resolver todos os problemas que persistem.

“Existem as chamadas doenças dos pobres como é o caso da malária, cólera, provocadas pelos mosquitos e moscas. Portanto, ter lixo e águas estagnadas é também sinal de pobreza. Limpar as nossas casas é também combater a pobreza”, explicou o Presidente.

Sobre a ideia de se construir um muro para travar a erosão na orla marítima, que foi também apresentada neste encontro, Guebuza disse ser um problema muito sério e muito mais complexo, porque pode se construir o muro e não resolver o problema ou mesmo agravar a situação.

“O Governo pensa em todos, mas não pode resolver tudo de uma única vez. Vai resolvendo os problemas que pode, enquanto procura soluções para os que são mais graves”, finalizou o Chefe do Estado moçambicano.

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