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IDE atinge valor histórico de USD 5218 milhões em 2012

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) atingiu, em 2012, o valor histórico de USD 5218 milhões, volume que representa cerca de 41% do Produto Interno Bruto (PIB) do período em análise. No mesmo período, os fluxos financeiros entre Moçambique e o resto do mundo resultaram numa entrada líquida de USD 5044 milhões, mais USD 2263 milhões que em 2011, segundo o Banco de Moçambique (BM), realçando que estas entradas resultaram da entrada de capitais na forma de Investimento Directo Estrangeiro.

Para além deste tipo de investimento directo estrangeiro, a economia moçambicana foi financiada pelos créditos comerciais e empréstimos externos ao sector privado avaliados em USD 244 milhões e USD 254 milhões, respectivamente, de acordo ainda com o BM. Excluindo os grandes projectos, a dinâmica dos fluxos financeiros externos não alterou, com a particularidade de, para além do fluxo de IDE, os influxos financeiros serem explicados pelo incremento do endividamento externo privado.

Refira-se que, nos últimos cinco anos, os canais do IDE e de empréstimos externos líquidos fluíram de forma crescente e constituíram elementos determinantes da tendência de aumento dos fluxos financeiros externos.

Endividamento PP agravado em 2%

Entretanto, em 2012, o endividamento externo público e privado (pp) moçambicano foi na ordem de USD 812 milhões, o que comparativamente a 2011 representou um agravamento em 2% das necessidades de financiamento, reflectindo o aumento da contratação de créditos pelo sector privado em 12%, nos subsectores de telecomunicações, agro-indústria e serviços gerais.

Contrariamente a este cenário, a Administração Central tem registado comportamentos cíclicos nos últimos cinco anos, ao registar um decréscimo de 2%, em 2012, segundo igualmente o banco emissor.

Entretanto, excluindo os grandes projectos, o endividamento externo total cresceu, em 2012, em 5%, para 662 milhões de dólares norte- americanos, fluxo determinado pelo incremento em 61% do endividamento do sector privado para os sectores agro-industrial e serviços gerais.

Analisando os desenvolvimentos de 2012, o decréscimo de 2% na Administração Central deveu-se às reduções nos empréstimos para projectos em 29% e acordos de retrocessão em 11%, não obstante os créditos para o programa terem incrementado em 108 milhões de dólares.

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