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Homens continuam a subjugar a mulher e as crianças na Zambézia

Zambézia, uma das províncias moçambicanas onde a mulher é um elo fraco em relação ao homem, registou, de Janeiro de 2010 a Agosto 2015, 7.639 casos de vítimas de violência doméstica, dos quais 4.598 incidiram sobre as mulheres, 1.921 sobre as crianças e 1.120 sobre os homens.

Juliana Zilhão, directora provincial da Mulher, Género e Criança, explicou ao Gabinete da Mulher Parlamentar da Assembleia da República, que o problema decorre do facto de as crenças histórico-tradicionais, sustentadas por valores sócio-culturais negativos que sobrevalorizam o poder masculino, relegando a mulher à situação de subalternidade, serem preponderantes naquela parcela do país, com 4.327.163 habitantes, dos quais mais de 51% são homens, de acordo com o Censo de 2007.

A dirigente disse também que as suspeitas de infidelidade conjugal, exacerbadas pelo controlo do homem sobre a sua parceira, e a dependência económica a que a mulher e a criança são sujeitas na satisfação das suas necessidades básicas, são outros aspectos que contribuem para o recrudescimento da violência doméstica na Zambézia.

Um comunicado de imprensa da Assembleia da República (AR), a que a AIM teve acesso, cita Juliana Zilhão a referir que as crenças e a supremacia masculina baseada no género como outros aspectos que afectam negativamente o gozo dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, deixando-as sem o poder de negociar a prática de um acto sexual seguro e responsável.

Para inverter esta situação, Juliana disse que está em curso a realização de advocacia, informação e sensibilização em torno dos assuntos de prevenção e combate à violência praticada contra a mulher e a criança, bem como a intensificação da divulgação dos instrumentos legais de protecção da mulher e da criança, desmotivando a prática da violência ao nível da família e da comunidade, entre outras acções.

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