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Hollande conquista boa posição no Parlamento francês

O presidente francês, François Hollande, está a caminho de conquistar uma maioria sólida no Parlamento depois da primeira volta das eleições de Domingo, fortalecendo a sua posição enquanto tenta convencer a Alemanha a promover o crescimento para combater a crise da zona do euro.

As eleições parlamentares deram ao bloco do Partido Socialista de Hollande provavelmente mais do que os 289 assentos necessários para uma maioria absoluta na Assembleia Nacional, e com certeza ele terá essa maioria com o apoio do aliado Partido Verde, mostraram institutos de pesquisa.

A segunda volta será realizada, Domingo, entre os principais partidos para vagas em que nenhum candidato obteve pelo menos 50 por cento dos votos.

As projecções iniciais baseadas na contagem parcial dos votos mostraram que os socialistas sozinhos terão de 283 a 329 assentos.

As projecções indicam que Hollande pode não precisar do apoio da esquerda radical, céptica sobre a zona do euro, para aprovar legislações, aliviando de uma potencial dor de cabeça enquanto a Alemanha pressiona os seus parceiros a buscar uma união fiscal na Europa.

“A percepção de que a crise é séria e que o governo precisa de espaço de manobra para colocar o país de volta ao seu caminho está a pesar a favor para o governo conquistar a maioria absoluta”, disse a analista política da consultoria CAP Stephane Rozes.

Os socialistas foram cautelosos na comemoração, mantendo a cobrança sobre os eleitores para comparecerem na segunda volta, mas conquistar o poder na câmara baixa pela primeira vez numa década será um grande triunfo para a esquerda depois de ter conquistado o controle do Senado em 2011 e da volta à Presidência em Maio depois de 17 anos.

“A mudança está a começar”, disse o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault. Mas ele alertou: “Tudo depende do próximo Domingo.”

Hollande precisa de uma maioria consistente para aprovar os ajustes no Orçamento de 2012 para reflectir um leve crescimento, e para uma reforma tributária incluindo o aumento dos impostos dos ricos para financiar os gastos planeados nos investimentos.

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