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Hollande anuncia o gabinete e Martine Aubry fica de fora

Hollande anuncia o gabinete e Martine Aubry fica de fora

O presidente da França, François Hollande, nomeou, Quarta-feira, um gabinete dominado por esquerdistas moderados, depois de a dirigente socialista Martine Aubry, preterida para o cargo de primeira-ministra, ter dito que não desejava mais participar no governo. Hollande, empossado recentemente como primeiro presidente socialista em 17 anos, nomeou Pierre Moscovici como ministro das Finanças e Laurent Fabius como chanceler. O primeiro-ministro, indicado na véspera, será Jean-Marc Ayrault.

Moscovici terá pela frente uma economia estagnada, um desemprego de quase 10 por cento e o desafio de reduzir o forte endividamento nacional.

Depois de mais de dois anos de crise na Europa, Hollande propõe que a região reveja as actuais medidas de austeridade para tentar estimular a retomada do crescimento.

O novo ministério, que pode mudar depois das eleições parlamentares de 17 de Junho, deve reunir-se pela primeira vez, Quinta-feira, antes de Hollande embarcar para as cúpulas do G8 e da NATO nos EUA.

Aubry, que, ano passado, perdeu a disputa interna pela indicação socialista à Presidência, deixou claro que não aceitaria um cargo de consolação, o que privou o gabinete duma experiente ex-ministra, mais à esquerda que a média dos colegas, e com reputação de firmeza.

Entre 1997 e 2002, ela foi ministra do Trabalho, período em que instituiu a jornada de trabalho de 35 horas semanais. “Conversei com François Hollande. Ele disse que vai decidir por Jean-Marc Ayrault. Concordamos que, sob essa configuração, a minha presença no governo fazia pouco sentido”, disse ela ao jornal Le Monde.

Ayrault é um veterano social-democrata que, a exemplo de Hollande, nunca foi ministro. Ele comandará uma equipe que mistura gente experiente e sangue novo.

Manuel Valls, 49 anos, considerado quase um direitista dentro do partido, foi nomeado para a pasta do Interior. Najat Vallaud Belkacem, 34 anos, será a porta-voz do governo. Ela ajuda Hollande a cumprir a sua promessa de ter igual número de homens e mulheres no gabinete.

Moscovici, 54 anos, formado pela prestigiosa escola de administração pública ENA, foi coordenador da campanha presidencial de Hollande e era cotado para assumir alguma outra pasta que não a das Finanças.

Ele já foi vice-ministro para assuntos europeus numa coligação comandada pelos socialistas há dez anos. Michel Sapin, que era cotado para as Finanças, acabou ficando na pasta do Trabalho. Arnaud Montebourg, inflamado crítico da globalização, ficará encarregado da recuperação industrial.

Fabius, novo chefe da política externa, foi primeiro-ministro com apenas 37 anos, em 1984, sob o governo do presidente socialista François Mitterrand.

Também foi ministro das Finanças no gabinete do socialista Lionel Jospin, entre 2000 e 2002. Ele e Hollande tiveram sérios atritos no passado, especialmente com relação às instituições europeias.

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