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Há que se redefinir a gestão dos fundos de habitação do estado

Um dos outros problemas que para mim agrava a falta de habitação condigna no país se prende com o modo como os fundos de habitação são alocados ou atribuídos, pois na minha opinião, é imperioso que se faça a sua revisão.

Para mim, os empréstimos às pessoas que procuram financiamentos alegando que querem construir ou acabar as suas casas, não é o método mais correcto. Isto porque, a partida, não oferece garantias de que os beneficiários vão, de facto, usar o dinheiro que lhes é atribuído para construir as suas casas.

Nós todos sabemos que há gente oportunista que solicita financiamento, declarando falsamente que querem construir uma casa, quando, na verdade, tencionam usa-lo para outros fins, para não falar dos que gastam na bebedeira ou dão às suas queridas concubinas.

No meu entender, em vez do Estado atribuir de bandeja financiamentos a pessoas que dizem apenas de boca para fora que querem telinforma 13.04.09 pag.6 construir casas, devia ser o próprio Estado a financiar a construção de bairros de baixo custo, para serem depois atribuídas aos que provassem que precisam de facto de habitação. Aos beneficiários deviam se cobrar depois rendas na forma de amortização dos valores que o Estado teria gasto na construção de cada uma das casas.

Este método esta em voga em muitos países que como nos têm uma grande falta de casas para os seus povos, incluindo aqui na vizinha Africa do Sul Faço esta proposta porque a minha opinião, a maneira como se atribuem os financiamentos agora é passível de alimentar favoritismos e outros esquemas típicos do mundo da corrupção que entre nós é alma dominante em muitos dos que ocupa posições de relevo.

Caso o Estado optasse pela construção de bairros, iria-se acabar também com a especulação desenfreada de terras ou dos espaços, para alem de que até os bancos poderiam financiar esse projecto, porque teriam no Estado como beneficiário e garante desses créditos, porque seria quem asseguraria a sua reposição a esses bancos, a partir das rendas que iria cobrar.

Este método podia ser mais fácil de aplicar para o caso dos funcionários públicos, e até para outros trabalhadores que tivessem um empregador fiável. No caso do Estado, estaria em condições de cobrar as rendas com base em descontos directos nos salários.

Isto iria acabar ou, pelo menos, abafar a onda de especulação horrorosa e chantagem, que se verificam agora no aluguer das casas nas nossas urbes, cuja maioria foram outorgadas aos que agora as alugam a um preço de bronze, prata e ouro ao mesmo tempo, no quadro das históricas nacionalizações feitas em 1976 pelo saudoso presidente Samora Machel.

Julgo que é dever e obrigação do Estado encontrar formas de se minimizar o sofrimento dos que, por uma ou outra razão, não beneficiaram dessas casas na hora das nacionalizações, sobretudo os mais jovens que, aquando das nacionalizações ainda não existiam neste mundo para que as pudessem solicitar à então APIE.

Para mim, uma das formas de se acabar com a onda de especulação dos espaços e das casas seria o Estado assumir o problema da habitação como prioridade máxima, e encontrar uma forma de começar a construir bairros habitacionais de baixo custo, em que os seus inquilinos irão pagar as rendas como quem paga uma letra a um banco, e não mais a indivíduos gananciosos que aumentam sistematicamente as rendas cada vez que lhes apetece, mas sim, ao próprio Estado, nem que tenha de servir como intermediário entre o ocupante e os bancos que teriam de financiar a sua construção.

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