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Guebuza recebe mediadores da crise política do Lesotho

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, recebeu na quinta-feira, em audiência, o grupo de mediação da crise política que se instalou no Lesotho depois das eleições parlamentares de Fevereiro de 2007.

Guebuza recebeu este grupo de mediação, liderado pelo Conselho Cristão do Lesotho (CCL), na sua qualidade de Presidente da Troika da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para Política, Defesa e Segurança. Durante o encontro, os medidores entregaram o relatório das actividades levadas a cabo pelos grupos de mediação no Lesotho com vista a ultrapassar o actual impasse resultante da discórdia dos principais actores políticos em relação a distribuição de lugares no parlamento. Os resultados das eleições parlamentares do Lesotho são contestados pela oposição que acusa o partido no poder, Lesotho Congress for Democray (LCD), de ter introduzido, de forma fraudulenta, um grupo de deputados para a Assembleia Nacional.

Esta situação resulta do facto do processo eleitoral para este órgão ter dois momentos, sendo um da escolha de um determinado número de deputados nos círculos eleitorais e o outro de determinação de deputados através do Modelo Proporcional. Falando a imprensa após o encontro com o estadista moçambicano, o presidente do CCL, o arcebispo Tlali Lerotholi, disse que este órgão está a trabalhar, com o apoio da SADC, com vista a resolver a situação política no Lesotho.

“Estamos a trabalhar juntos e a negociar com as partes. Ver onde eles concordam e onde não há consenso”, disse Lerotholi, adiantando que o grande desafio é alcançar a solução para este impasse. O Secretário Executivo da SADC, o moçambicano Tomaz Salomão, que também integrava a delegação recebida pelo Chefe do Estado, explicou que a verdadeira intenção desta equipa de mediação, assistida pelos mediadores de Moçambique, Zâmbia e Swazilândia, era apresentar o relatório sobre as suas actividades.

Este relatório faz referência aos passos até agora alcançados e as dificuldades ainda existentes. Segundo Salomão, o relatório deverá ser analisado durante a próxima cimeira da SADC, a ter lugar ainda este mês na Namíbia. Apesar das crises políticas do Madagáscar, Congo e agora do Lesotho, Tomaz Salomão considera que, no geral, a SADC “está estável”. Aliás, ele considera esta região como a mais estável do continente.

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