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Guebuza presta última homenagem a vice-ministra

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, prestou, terça-feira, em Maputo, a última homenagem a vice-Ministra da Planificação e Desenvolvimento, Maria José Lucas, que morreu no Domingo passado em Inhambane, Sul do país, vítima de doença.

Lucas morreu aos 49 anos na madrugada de Domingo e vinha ocupando o seu novo cargo no Governo há cerca um ano. Ela foi indicada vice-Ministra da Planificação e Desenvolvimento em Janeiro de 2010 com a formação do novo Governo de Guebuza, depois das eleições de Outubro de 2009.

Falando durante o elogio fúnebre realizado hoje no Paços do Município de Maputo, Guebuza considerou que a vida de Maria José Lucas foi curta, mas cheia de realizações.

“Estas cinco décadas da tua vida foram marcadas por uma exemplar dedicação à família e à Nação Moçambicana. Foste uma cidadã carinhosa e humilde; uma profissional abnegada e empreendedora; uma dirigente disposta a ouvir e a ser aconselhada pelos seus colegas e superiores hierárquicos; uma compatriota imbuída de auto-estima e sempre preocupada em auto-superar-se para melhorar continuamente o seu desempenho para bem servir nosso maravilhoso Povo”, disse Guebuza.

Ainda na sua intervenção, o estadista moçambicano disse que o país não perdeu apenas uma vice-Ministra da Planificação e Desenvolvimento, mas também uma dedicada funcionária do Estado e uma destacada combatente na luta contra a pobreza em que Moçambique está engajado.

Durante a sua vida, Lucas licenciouse em Gestão pela Universidade Eduardo Mondlane, a maior e mais antiga instituição moçambicana do ensino superior, tendo mais tarde frequentado o curso de pós graduação em Economia Financeira na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres. Mais tarde, ela fez mestrado em Administração Pública na Universidade Politécnica de Madrid.

Antes de ser vice-Ministra da Planificação e Desenvolvimento, ela já ocupou o mesmo cargo para a pasta da Função Pública, tendo igualmente exercido as funções de Comissária na Alta Autoridade da Função Pública, Secretária- Geral e Secretária Permanente do Ministério da Indústria e Comércio (MIC).

Na sua mensagem de condolências, a família da malograda disse que Maria Lucas deixou marcas indeléveis em todos os locais por onde ela passou.

Segundo Domingos Munconto, representante da família da malograda, a presença de Maria José Lucas foi sempre motivo de alegria por onde ela passasse.

“Este ano ias completar 50 anos de idade e antes de partir já reflectias sobre como celebrar o seu meio século de vida. Nós faremos a celebração, mas de uma forma diferente porque estarás presente de uma forma diferente”, disse Munconto.

Na mesma cerimónia foram apresentadas diversas mensagens de condolências, incluindo a dos viceministros e colegas directos da malograda.

Na apresentação dessa mensagem, o vice-Ministro do Interior, José Mandra, lamentou que a malograda tenha partido numa altura em que o colectivo recarregava as suas baterias para retomar o segundo ano de implementação do programa quinquenal do Governo.

“Sentimos um vazio porque não só foste uma colega, mas também uma companheira e amiga que sempre nos inspirou confiança no trabalho que realizávamos e nos transmitia a sua alegria”, disse Mandra.

Depois destes elogios fúnebres, os restos mortais de Maria José Lucas foram a enterrar no Cemitério de Lhanguene, arredores da cidade de Maputo.

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