Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Guebuza na cimeira da SADC sobre Zimbabwe e Madagáscar

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, participa, segunda-feira, na Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), cuja agenda inclui medidas para a recuperação económica do Zimbabwe e a actual situação política em Madagáscar.

Durante o encontro, a ter lugar no vizinho Reino da Swazilândia, os Chefes de Estado e de Governo da região deverão discutir a questão do Madagáscar e definir o seu posicionamento final com relação àquele país, que se encontra mergulhado num clima de instabilidade na sequência da destituição ilegal do presidente eleito, Marc Ravalomanana, que a SADC e comunidade internacional consideram de golpe de estado.

Na última cimeira extraordinária realizada há 10 dias em Mbabane, a Troika da SADC para Politica, Defesa e Segurança mandatou o Secretário executivo da SADC, o moçambicano Tomaz Salomão, e o Comité Ministerial do órgão para avaliar a situação do Madagáscar, onde Ravalomanana foi deposto pelo líder da oposição, e antigo edil da capital Antananarivo, Andry Rajoelina que, para o efeito contou com o apoio do Exército.

Na referida cimeira extraordinária, a Troika considerou a possibilidade de recomendar a imposição de sanções contra o Madagáscar, condenando “veementemente” o acto inconstitucional que resultou na destituição ilegal do Presidente eleito democraticamente naquele país.

Aliás, o Presidente moçambicano disse à imprensa moçambicana, no término da cimeira, que os líderes participantes no encontro assumiram o sucedido em Madagáscar como sendo “um golpe do Estado”.

Com relação ao Zimbabwe, a SADC terá o maior desafio de mobilizar fundos na região. Porém, a decisão mais difícil será convencer o Ocidente a apoiar o novo governo de unidade nacional, formado ao abrigo do Acordo Politico Global, rubricado a 11 de Setembro, entre a ZANUPF de Robert Mugabe, e as duas facções do Movimento para Mudança Democrática (MDC) uma liderada pelo recém nomeado primeiro ministro Morgan Tsvangirai e a outra pelo Professor Arthur Mutambara.

A SADC defende um apoio incondicional ao novo governo, para permitir a rápida recuperação económica do Zimbabwe.

Durante o corrente mês, o Zimbabwe registou sinais de recuperação, com a epidemia da cólera está a mostrar sinais de abrandar.

Ao nível económico, regista-se uma ligeira queda dos preços dos bens básicos nos mercados locais.

Mas a recuperação efectiva do país ainda precisa de muitos investimentos, dada a queda drástica da produção agrícola e industrial durante os anos de instabilidade, tendo empurrado milhares de zimbabweanos ao desemprego, cujo índice esta calculado em mais de 90 por cento.

Por outro lado, o país precisa de melhorar a prestação dos serviços básicos da saúde e educação, bem como encontrar formas de salvar os cerca de sete dos 12 milhões de zimbabweanos agora dependentes de ajuda alimentar.

Nesta sua deslocação à Swazilândia, o Chefe do Estado moçambicano, faz-se acompanhar pelo Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyussi, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Henrique Banze, segundo indica um comunicado de imprensa da Presidência da República recebido pela AIM.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!