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Guebuza mantém contactos com investidores estrangeiros na Tanzania

O Presidente da República, Armando Guebuza, disse, semana finda, em Dar-es-Salaam, capital tanzaniana, que a reunião Fórum Económico Mundial foi uma oportunidade para mostrar ao mundo as potencialidades de Moçambique e manter contactos informais com os potenciais investidores. Falando a imprensa moçambicana que cobriu o evento de três dias, Guebuza fez questão de vincar que este não era um evento para a assinatura de contractos ou de acordos.

Antes pelo contrário, Guebuza explicou que o carácter informal das discussões mantidas sobre uma vasta gama de assuntos permitiu aos líderes políticos e empresários abordar as questões que mais os apoquentam. Para Guebuza, esta foi mais uma oportunidade para atrair os investidores, bem como debater as dificuldades que as suas empresas poderão enfrentar. Ele disse que durante as discussões, alguns investidores, que aparentemente haviam abandonado os seus projectos em Moçambique, voltaram a manifestar o seu interesse nos mesmos.

Na ocasião, Guebuza citou como exemplo o projecto da construcão de uma fábrica de cimento em Beluluane, nos arredores da cidade de Maputo, sem, no entanto, mencionar o nome do referido do investidor. Guebuza espera que o aumento da produção de cimento no país ajude a baixar os preços actualmente praticados. “Mas nós podemos fazer mais”, disse o estadista moçambicano, para de seguida acrescentar “por exemplo, nós temos matérias-primas para a indústria de cerâmica que poderíamos usar para a produção de loiça sanitária”.

Questionado sobre os incentivos fiscais concedidos a determinados mega-projectos, Guebuza disse que isso aconteceu antes de Moçambique constar do mapa mundial de investimentos. Nessa altura, o Governo sentiu a necessidade de conceder condições generosas de investimento para os primeiros mega-projectos, tais como a fundição de alumínio MOZAL localizada em Beluluane e ao gasoduto e fábrica de processamento de gás natural operada pela petroquímica sulafricana a SASOL. Estes incentivos fiscais desempenharam um papel importante para a atracção destes dois investimentos, disse Guebuza, explicando que hoje, Moçambique já conseguiu consolidar a sua posição como um país viável ao investimento estrangeiro, razão pela qual foram retiradas a maioria dos referidos incentivos para os futuros investidores.

Moçambicanos na tanzânia pedem dupla nacionalidade

Os moçambicanos residentes na Tanzânia pediram hoje, em Dar-es- Salaam, ao governo moçambicano para esclarecer a questão da dupla nacionalidade. Falando em nome da comunidade moçambicana residente naquele país, Regina Kaunde, disse no encontro com o presidente Armando Guebuza, que os moçambicanos têm votado durante as eleições realizadas naquele país.

Contudo, disse Kaunde, a legislação moçambicana foi alterada para permitir que os cidadãos na diáspora pudessem votar nas eleições presidenciais e parlamentares, por isso, “estamos a enfrentar problemas com os tanzanianos, sobretudo dos partidos da oposição”. Por isso, Kaunde pediu ao governo que esclareça esta questão, bem como assegurar a abertura de mais representações consulares na Tanzânia para lidar com os problemas dos moçambicanos residentes naquele país vizinho. Actualmente, Moçambique possui representações consulares em Tanga e Mtwara, que a comunidade moçambicana considera estar muito aquém para satisfazer as suas necessidades.

Como resposta, Guebuza disse ser uma “grande vitória” que os moçambicanos residentes no estrangeiro possam agora votar nas eleições moçambicanas. Os moçambicanos na diáspora tiveram a oportunidade de votar nas últimas eleições gerais de 2004 e 2009, contrariamente aos primeiros dois pleitos de 1994 e 1999 quando isso não foi possível pelo facto de a Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, ter contestado a votação dos cidadãos residentes no estrangeiro.

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