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Guebuza convida sul africanos a investir em Moçambique

O presidente moçambicano, Armando Guebuza, convidou, terça-feira, os empresários sul-africanos a aproveitarem as vantagens da existência de um “ambiente de negócios favorável em Moçambique”, para fazerem os seus investimentos no país e criar emprego.

Guebuza falava durante um jantar, na Cidade do Cabo, organizado pela Agência para a Promoção de Comércio e Investimentos da província de Cabo Ocidental (Western Cape Investment and Trade Promotion Agency, WESGRO) em parceria com o Alto Comissariado de Moçambique naquele país vizinho.

A lista de convidados incluía proeminentes empresários dos serviços financeiros, da indústria e bebidas, de venda a retalho, do sector de mineração, serviços legais e de outros ramos de actividade.

Participaram no evento representantes da cadeia de supermercados tais como a Shoprite, que já se encontra a operar em Mocambique, enquanto que outros ainda estão a ponderar sobre a possibilidade de investir no país.

Descrevendo os “capitães da indústria” como os verdadeiros “motores de crescimento no nosso país”, Guebuza fez uma breve apresentação do actual estágio da economia moçambicana, destacando o seu potencial agrícola, recursos minerais, a sua biodiversidade, praias virgens e ilhas tropicais que fazem de Moçambique um paraíso para os turistas.

Além disso, os vários microclimas existentes em Moçambique possibilitam a produção de, virtualmente, qualquer tipo de cultura, explicou o estadista moçambicano. “Nós somos a Pérola do Índico, onde a beleza natural se mistura com a natureza criativa do nosso povo”, acrescentou.

No que concerne a produção de energia, Guebuza citou como exemplos as enormes reservas de carvão e de gás natural, bem como o projecto para a construção de uma linha de transmissão de energia eléctrica com uma extensão de cerca de 1.500 quilómetros que ligará a província central de Tete à região sul de Moçambique.

A materialização deste projecto, segundo Guebuza, poderá constituir a nova espinha dorsal da rede eléctrica de Mocambique, transportando a energia produzida nas barragens e das projectadas centrais térmicas no vale do Zambeze, não apenas para o consumo doméstico mas também para a exportação aos países vizinhos, incluindo a própria Africa do Sul.

Guebuza aproveitou a ocasião para ressaltar que o governo moçambicano está apostado em remover todos os nós de estrangulamento, e que dificultam a actividade empresarial. Por isso, o governo está a fazer um esforço enorme para tornar o ambiente de negócios mais acolhedor para os investidores.

Ele explicou que o diálogo tripartido entre o governo, sindicatos e empregadores garante a existência de um consenso sobre questões que preocupam as partes envolvidas, tais como Lei do Trabalho e fixação dos salários mínimos.

Por seu turno, o director geral da WESGRO, Nils Flaaten, disse que Moçambique e’ um dos maiores parceiros comerciais da Africa do Sul como um todo, bem como da província de Cabo Ocidental.

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