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Grupo de Direitos Humanos diz que Cuba fez 60% mais presos políticos em 2012

Um grupo de direitos humanos que se opõe ao governo comunista de Cuba divulgou, esta Quinta-feira (3), que em 2012 houve mais de 6.000 detenções por motivos políticos, 60 por cento a mais do que em 2011 e o triplo de dois anos atrás, uma tendência que deve “continuar a piorar”.

Os números da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), ilegal, mas tolerada, foram rejeitados pelo governo, e embora não possam ser comprovados de forma independente, são usados como referência por organismos internacionais. O histórico de direitos humanos de Cuba tem sido questionado por outros países e os grupos defensores das liberdades, porque a maioria dos encarcerados denuncia estar detida por ser contra o governo.

O governo cubano rejeita essas acusações e considera os dissidentes “mercenários” a serviço do seu inimigo, os Estados Unidos. Nos seu relatório anual, a CCDHRN disse que na ilha foram realizadas ano passado 6.602 prisões políticas, um número que supera os 4.123 detidos durante 2011. O mesmo grupo havia relatado em 2010 2.074 prisões temporárias.

“A não ser que ocorram imprevistos significativos, a CCDHRN prevê que durante o ano de 2013 a situação dos direitos civis e políticos, e de outros direitos fundamentais, continuará a piorar em Cuba”, disse Elizardo Sánchez, porta-voz do grupo opositor. Segundo o documento, a média mensal de detenções temporárias é de 550, em comparação com 343 prisões mês a mês em 2011.

As autoridades cubanas dizem que garantem todos os direitos humanos aos cidadãos da ilha, entre eles saúde e educação gratuitas, duas das principais bandeiras do governo comunista. Cuba, com uma população de 11 milhões, disse em Maio passado que tinha 57.337 presos nas suas cadeias, número inferior ao divulgado pela CCDHRN, que calcula algo entre 70.000 e 80.000 presos no país.

 

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