No âmbito da Semana Institucional de Desenvolvimento Profissional – Desenvolver Pessoas, Fortalecer a Universidade, A Politécnica realizou, recentemente, no Campus de Maputo, uma palestra subordinada ao tema “IA sem Medo: O Professor 5.0 e o seu Novo Assistente de Sala de Aulas”.
A iniciativa constituiu um momento de formação e de reflexão sobre a temática, centrando-se nas potencialidades, nos perigos e nos desafios que a inteligência artificial coloca aos docentes universitários e ao Ensino Superior, no geral.
A sessão teve como objectivo sensibilizar os participantes para a importância do desenvolvimento pessoal e profissional como elemento estratégico para a melhoria do desempenho individual e institucional, considerando-se as exigências crescentes e diferenciadas que o mundo e o desenvolvimento nos colocam de forma permanente.
Na ocasião, a Vice-reitora Académica da Universidade Politécnica, Marisa Mendonça, explicou que a realização daquela sessão é parte de uma estratégia institucional de desenvolvimento permanente dos recursos humanos, sublinhando que o investimento nas pessoas constitui um dos pilares fundamentais para consolidar uma universidade de excelência, inovadora e capaz de responder aos desafios actuais do ensino superior.
“O fortalecimento das competências dos colaboradores representa um investimento estratégico que contribui para elevar a qualidade do ensino, da investigação, da extensão universitária e dos serviços prestados à sociedade”, frisou Marisa Mendonça.
Como orador convidado, o antigo Reitor da Universidade Pedagógica, Rogério Uthui, centrou a sua intervenção na utilização da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio fundamental à profissão docente, fundamentalmente no ensino superior, defendendo que esta tecnologia deve ser utilizada de forma aberta, responsável, crítica e ética.
Na sua intervenção, o académico esclareceu alguns mitos sobre a Inteligência Artificial, explicando que esta tecnologia não “pensa” como o ser humano. Segundo afirmou, trata-se de uma ferramenta que calcula probabilidades com base nos dados de treino e no contexto da interacção, automatizando processos, apoiando a resolução de problemas e criando novas oportunidades, mas sempre exigindo permanente supervisão humana.
“Os nossos estudantes usam a Inteligência Artificial sem a devida supervisão. Não aprendem primeiro e acabam por cometer fraudes e produzir conteúdos sem nexo. A ideia de que a Inteligência Artificial sabe tudo não é verdade. É um mito. Ela apenas utiliza os dados de treino e o contexto da conversa para gerar respostas”, afirmou Rogério Uthui.
A realização desta palestra reafirma o compromisso da Universidade Politécnica com a valorização do capital humano e com a promoção de uma cultura institucional de aprendizagem contínua, inovação e excelência, preparando os seus colaboradores para responder aos desafios de um ensino superior cada vez mais exigente e tecnologicamente evoluído.