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Gripe “A”: Moçambique regista primeira morte

A Gripe “A” (H1N1) já causou uma morte em Moçambique, segundo revelou terça-feira a AIM, em Maputo, o director nacional adjunto da Saúde, Leonardo Chavane. A vítima é uma mulher de 29 anos de idade, que deu entrada no Hospital Central de Maputo (HCM) a 27 de Agosto último. Chavana disse a AIM que a mulher perdeu a vida no dia 6 de Setembro corrente, contrariando informações avançadas pela Rádio Moçambique que cita a mesma fonte referindo que a vítima morreu três dias depois do seu internamento, portanto a 30 de Agosto passado. De acordo com o interlocutor, para além da gripe “A”, a vítima padecia de uma doença crónica, a qual não revelou.

“Na verdade, a senhora teve dores um pouco antes, já há uma semana. Ela já estava doente, bem antes de contrair a gripe. Ela tinha uma doença crónica, portanto a gripe veio por cima”, explicou. Este é o primeiro caso de morte devido a gripe “A” em Moçambique, de um total de 12 casos confirmados. As autoridades sanitárias revelam que existem em todo o país 63 casos suspeitos da doença, esperando-se resultado de análises laboratoriais.

“Temos um total de 12 casos confirmados de gripe “A” que surgem de um grupo de 63 pessoas que consideramos suspeitas porque são pessoas que apresentaram sintomas e que se fizeram às unidades sanitárias em todo país. Infelizmente, uma dessas pessoas, que é uma senhora de 29 anos, perdeu a vida no dia 6 de Setembro corrente, no hospital”, salientou. Moçambique registou o primeiro caso de gripe “A” nos meados do mês de Agosto último, tendo, uma semana depois, sido diagnosticado o segundo caso.

Naquela altura, o Ministro da Saúde, Ivo Garrido, disse que as autoridades moçambicanas estão preocupadas com a situação, porém, enfatizou várias vezes não haver motivos para alarme e que o país não vai tomar nenhuma medida excepcional para conter a propagação da doença. Garrido garantiu que o país tomou medidas de monitoria, em particular nas fronteiras com a vizinha África do Sul, onde se regista o maior número de casos da doença. Ainda, Garrido assegurou haver medicamentos suficientes e pessoal médico treinado por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para fazer face a doença.

Face a esta situação, que está atingir contornos alarmantes em todo o Mundo, as autoridades sanitárias moçambicanas apelam à observância das regras de higiene individual e colectiva para evitar o contágio e alastramento da doença no país.

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