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Grandes manifestações na Líbia contra assassinato de defensor de direitos humanos

Várias manifestações ocorreram nas cidades da Líbia, este Sábado (27), em protesto contra o assassinato dum defensor dos direitos humanos, Abdel Salam al-Mismari, Sexta-feira, em Benghazi (nordeste), soube-se de fonte segura.

Centenas de pessoas marcharam nas ruas de Benghazi para denunciar o assassinato de Abdel Salam al-Mismari, morto a tiro quando saía duma mesquita depois da oração da Sexta-feira. Os manifestantes também denunciaram o assassinato de dois oficiais do Exército e da Polícia igualmente na mesma cidade e no mesmo dia.

A multidão descontente atacou os escritórios da Irmandade Muçulmana na Líbia e a sede da coligação liberal em Tripoli, bem como a sede do Partido da Justiça e Construção, braço político da Irmandade Muçulmana na Líbia, e destruíram janelas de edifícios, saquearam documentos e câmaras de vigilância.

Manifestantes irritados também reuniram-se na Praça dos Mártires para denunciar a morte de al-Mismari, morto na sequência dum ataque organizado, segundo os observadores, que visava criar instabilidades no país.

Algumas horas mais tarde, milhares de pessoas descontentes reuniram-se defronte a um grande hotel em Benghazi e, em seguida, seguiram para a Avenida Gamal Abdel Nasser até à casa do defensor dos direitos humanos para assistir ao seu funeral. ‘

‘Queremos a dissolução de todos os partidos políticos que são a fonte dos nossos problemas. Devemos em primeiro lugar elaborar uma Constituição e adoptar uma lei que organiza a vida política antes de permitir aos partidos políticos realizarem as suas actividades,” disse um dos participantes na manifestação, Ahmed al-Trabloussi.

Vários outros manifestantes consideram que a rivalidade política impede a estabilidade do país onde prevalece um importante fluxo de armas, acusando sobretudo o Partido da Justiça e Construção e a coligação das forças nacionais ??de agitar milícias armadas cuja existência retarda o estabelecimento dum Exército e duma Polícia profissionais.

O advogado al-Mismari, um dos primeiros activistas que participou nas manifestações contra o regime do ditador Muammar Kadafi em Fevereiro de 2011, destacou-se, após a revolução, graças às suas posições contra a Irmandade Muçulmana e as milícias islamistas que ele acusava de quererem tomar o poder apesar da oposição do povo.

Ele acusava, repetidamente, o Governo de conivência com as milícias armadas. Ninguém assumiu a responsabilidade pelo assassinato do advogado que incriminou, Quarta-feira passada, na sua página facebook, a Irmandade Muçulmaa, questionandos os motivos desta organização estrangeira que recebe ordens de Morchid (guia) no Egito.

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