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Governo do Sudão do Sul encerra cadeia de rádio e detém o seu chefe de redacção

O Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) condenou o encerramento, sábado, pelas autoridades do Sudão do Sul, da célebre Bakhita Radio, uma cadeia popular dirigida por católicos baseados em Juba, a capital, e a detenção do seu chefe de Redacção.

As forças de segurança cercaram a rádio, na manhã de sábado, e detiveram quatro empregados, segundo o director-geral e editor da cadeia. Entre os detidos está o chefe de Redacção, Ocen David, e dois apresentadores, incluindo Albino Tokwaro, indicou o director-geral ao CPJ, declarando que três deles foram libertos, no mesmo dia, mas que David foi transferido, domingo, para o quartel-general das forças nacionais de segurança em Juba.

O porta-voz presidencial, Ateny Wek, declarou ao CPJ que a cadeia prejudicou a segurança nacional ao difundir “informações falsas”, segundo as quais os rebeldes acusam as forças governamentais de ter provocado o conflito do Estado de Unité, violando o acordo de cessar-fogo.

Violentos combates eclodiram em Dezembro último entre as forças leais ao antigo Vice-Presidente, Riek Machar, e apoiantes do Presidente Salva Kiir. Os dois lados acusam-se mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo concluído em Janeiro último e reconduzido em maio de 2014.

“Exortamos as autoridades a libertar imediatamente Ocen David e a permitir à Bakhita Radio retomar as suas emissões”, avisou o representante do CPJ para a África Oriental, Tom Rhodes. Segundo Rhodes, o Governo do Sudão do Sul “tentou várias vezes censurar a imprensa numa altura em que a instabilidade política sublinha a necessidade para a população de ter fontes independentes de informações”.

As forças de segurança utilizaram a perseguição nos últimos anos contra a Bakhita Radio, segundo os estudos realizados pelo CPJ. O ministro da Informação, Michael Makuei, divulgou, no início deste ano, uma advertência à imprensa em Juba para ignorar informações sobre as actividades dos rebeldes.

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