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Governo de Ribáuè ordena expulsão de 58 funcionários

C inquenta e oito funcionários, cujas famílias se encontram neste momento desprovidas de quaisquer condições de sobrevivência, foram despedidos em Dezembro do ano passado pelo governo do distrito de Ribàuè sob a alegação de possuirem idade avançada e de não reunirem qualificações académicas para ingressarem na função pública.

Contratados nos anos 2002 e 2003, os aludidos funcionários estavam afectos em diferentes sectores ao nível das Localidades e Postos Administrativos, segundo informaram ao governador Felismino Ernesto Tocoli, alguns dos abrangidos pela medida. Os lesados consideram que a situação, para além de concorrer para o aumento do número de desempregados no distrito, está impregnada de indícios de corrupção a avaliar pela forma pouco transparente como decorreu o processo de despedimentos.

A inquiretacão surge pelo facto de cinco dos cinquenta e oito funcionários, que em 6 de Novembro receberam as respectivas cartas de pré avisocontinuarem no activo e a usufruirem dos respectivos salários, embora não tenham vínculo contratual com o Estado. De onde é que vem o dinheiro que eles recebem se não têm vinculo cont ratual com o Estado?

Questionaram alguns dos funcionários em comícios populares orientados pelo governador da província, que reiteram ha ver indicios de corrupção supostamente protagonizados pelo secretário permanente, Tavares Momade, e o chefe de Recursos Humanos da Administração do distrito, Bernardo Armando.

Em Ribàuè, são reportados, com muita frequência , casos de envolvimento de responsáveis em esquemas de corrupção, alguns dos quais denunciados pela própria população em encont ros com determinados dirigentes governamentais que se deslocam àquele distrito em missões de serviço.

Em Cunle, que dista a 27 quilómetros da sede do distrito, a população exigiu ao governador da província a tomada de medidas contra o chefe do Posto Administrativo, João António Fernando, em consequência de alegada prática de corrupção material e sexual.

Em resposta, Tocoli, que trabalhou esta Segunda-feira naquela região, prometeu criar, ainda es ta semana, uma comi s são multisectorial no sentido de apurar a veracidade dos factos.

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