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Governo de Manica preocupado com introdução de taxas de carga no aeródromo de Chimoio

As autoridades governamentais, da província central de Manica, estão preocupadas com a introdução de taxas de manuseamento de carga por parte da agência de viagens Tanda Moia, que opera naquela região ao serviço da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

António Bonzo, director provincial dos Transportes e Comunicações em Manica, explica que para além das referidas taxas existem outras questões relacionadas com o trabalho realizado por aquela empresa que o governo está a investigar para tentar esclarecer.

O jornal “Noticias” reporta que a Tanda Moia, para além de cobrar uma comissão de 750 meticais (cerca de 25 dólares ao câmbio corrente) acima do valor da passagem área ou outros serviços prestados ao passageiro, aquela companhia acaba de introduzir uma nova taxa, designada de taxa de “manuseamento de carga chegada”.

Um aviso afixado no escritório da Tanda Moia, no Aeródromo de Chimoio, sobre o este novo serviço, em vigor desde 1 de Fevereiro corrente, refere que as cargas com um peso inferior a 9 quilos são levantadas mediante o pagamento de 50 meticais, e para as mercadorias com um peso superior a 10 quilos será cobrada uma taxa de cinco meticais por cada quilo.

“São várias questões que estamos a seguir com relação a esta empresa. Nós es- tamos preocupados, mas não é ainda tempo para agir. Como Governo, precisamos de aprofundar as informações que temos para que, em devido tempo, possamos tomar me- didas acertadas para resolver o problema”, disse Bonzo.

O director provincial dos Transportes e Comunicações em Manica reconheceu que as taxas aplicadas pela Tanda Moia aos seus clientes encarecem os custos do transporte aéreo na província, razão pela qual o assunto foi comunicado ao Conselho de Administração da LAM para melhor esclarecimento.

“Queremos saber que acordos ex- istem entre a LAM e a Tanda Moia para que prevaleçam tais desmandos em Manica. Não gostei do que está a acontecer porque isto onera os custos de voo na província. Há coisas que fomos descobrindo, que chega- ram a ser apreciadas pelo Instituto Nacional de Aviação Civil”, disse Bonzo.

Para além da recém-introduzida taxa de manuseamento de carga, a Tanda Moia projecta introduzir, uma outra, desta feita sobre o armazenamento de carga, sendo que, as bagagens que passarem por aquela agência, quando não levantadas no mesmo dia deverão ser sujeitas a pagamento.

Falando em anonimato, fonte da Tanda Moia disse não haver nada a nego- ciar em relação ao trabalho que a agência está a fazer, porque, está a cumprir decisões superiores, as quais devem ser implemen- tadas e que qualquer negociação deverá ser feita com a respectiva chefe, que agora se encontra de férias em Portugal.

Joaquim Cachaço, director do aero- porto de Chimoio, confrontado com esta realidade, manifestou a sua surpresa e disse jamais ter visto este tipo de procedimentos noutros aeroportos onde a LAM está repre- sentada com pessoal próprio e não através de uma agência.

Cachaço explicou que a Tanda Moia tem agido de forma díspar porque sabe que os clientes não têm outra alternativa, uma vez que a LAM não se faz representar nesta província, alegando não haver viabilidade económica que justifique fixar um escritório e arcar com os custos operacionais e com o pessoal que decorrerão deste acto.

Uma das consequências directas que Cachaço disse resultar desta situação e a fuga de passageiros tanto e que nos últimos tempos, passageiros de Chimoio com voos para Maputo ou outros destinos, preferem voar a partir da capital de Sofala, onde pagam o bilhete relativamente mais barato.

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