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Governo continuará a valorizar mulher

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, disse, Quarta-feira, em Maputo, que o governo continuará a trabalhar na valorização da mulher, na promoção e defesa da sua dignidade e para o gozo dos seus direitos.

 

 

Guebuza assumiu esse compromisso falando na sessão de abertura da reunião geral do Comité de Direcção da Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM) que termina no próximo Sábado.

“Para nós, a emancipação da mulher para além de ser um imperativo de desenvolvimento, é uma necessidade reafirmada na nossa agenda de governação”, disse o estadista moçambicano, acrescentando que “por isso, esperamos sair deste encontro mais enriquecidos e galvanizados para continuarmos a trilhar o caminho da emancipação da mulher moçambicana”.

Na sua intervenção, Guebuza disse que a independência nacional (proclamada há 35 anos) alargou as oportunidades de disseminação e promoção da agenda emancipatória em todo o país.

“Hoje podemos orgulhosamente afirmar que o discurso emancipatório, apregoado pela Organização da Mulher Moçambicana (OMM), sedimentou-se nas nossas consciências, reproduziu-se e fez brotar organizações femininas cada vez mais especializadas”, sublinhou.

Além da existência de organizações femininas de juristas, académicas, camponesas e de empresárias, Guebuza fez referência ao crescente número de mulheres ocupando cargos de direcção nestas e noutras organizações, incluindo na sociedade civil e no sector público.

Falando particularmente da FDIM, Guebuza disse que, recordando a realidade do mundo há 65 anos, pode-se afirmar que as mulheres que fundaram esta organização em 1945 tomaram uma decisão ousada, mas sábia e visionária. De facto, esta é uma organização ousada.

Na sua intervenção, a presidente da FDIM, Márcia Campos, defendeu que ter um mundo melhor é uma necessidade e enquanto não se satisfazer essa necessidade, as mulheres não irão descansar de lutar.

Campos destacou situações de injustiças que caracterizam o mundo actual, incluindo pessoas que passam, vítimas de guerra, desemprego, entre outros males.

A título de exemplo, ela falou das cerca de 50 milhões de pessoas que passam fome nos Estados Unidos da América (EUA) todos os dias.

“Não estou a falar de um país africano, do Brasil, da América Latina, ou de um outro país qualquer… estamos a falar dos EUA, onde as pessoas passam fome fruto de uma política de ganância…”, disse Campos, uma cidadã de nacionalidade brasileira. Este evento é co-organizado pela OMM, organização que é membro da FDIM.

Falando durante a cerimónia de abertura do evento, a presidente da OMM, Maria da Luz Guebuza, enalteceu a importância desta reunião na solidificação das acções de diversas organizações do mundo na luta contra a pobreza, bem como na abordagem dos vários desafios que o mundo enfrenta na actualidade.

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