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“Quase nula” recuperação dos sete moçambicanos ainda sequestrados por piratas

O Governo moçambicano considera “quase nula” a possibilidade de salvamento de sete dos 19 moçambicanos sequestrados por piratas na embarcação Vega 5, depois de 12 já terem sido resgatados, mas diz esperar que o grupo algum dia seja encontrado.

O ministro das Pescas de Moçambique, Vítor Borges, disse que “tendo em conta as circunstâncias em que o incidente se deu, segundo alguns tripulantes disseram, as hipóteses de salvamento eram bastante precárias”.

A embarcação, operada pela empresa Pescamar, desapareceu no dia 27 de Dezembro, com 24 tripulantes a bordo: 19 moçambicanos, três indonésios e dois espanhóis, sequestrados por piratas somalis.

No dia 12 de Março de 2011, o navio de guerra indiano (INS Kalpeni) interceptou o Vega 5, no Mar Arábico, cerca de 600 milhas náuticas a oeste da costa da Índia, tendo resgatado 12 membros da tripulação e detido 61 piratas.

Uma nota do Ministério das Pescas indica que, “na sequência do confronto entre a marinha indiana e os piratas, uma parte da embarcação Vega 5 entrou em chamas obrigando a que parte da tripulação se lançasse ao mar”.

Na manhã de sábado, os 12 moçambicanos tripulantes da embarcação Vega 5 desembarcaram no aeroporto internacional da Beira, Sofala, no Centro de Moçambique, depois de serem ouvidos pela justiça indiana, para testemunharem contra piratas.

“Morte presumida”

“Pelos relatos que eles dão, as esperanças são quase nulas, mas temos que esperar”, contudo, “as hipóteses não são muito grandes de os poder recuperar”, disse Vítor Borges à chegada do grupo de moçambicanos resgatados.

O vice-ministro das Pescas de Moçambique, Gabriel Muthisse, reiterou que os sete tripulantes “desapareceram”, admitindo que, “em momento exacto”, as autoridades poderão declarar “morte presumida” do grupo.

“O contacto com a família dos desaparecidos continua. Não podemos agora dá-los como mortos”, mas, “quando chegar a altura, o mecanismo de compensação pelo desaparecimento será accionado”, por enquanto “vamos esperar”, afirmou.

Gabriel Muthisse reconheceu a complexidade de o Executivo de Maputo lidar com o assunto, no entanto, lembrou que as autoridades indianas “esgotaram todas as possibilidades de encontrar sobreviventes” a mais de 600 milhas náuticas. “Os indianos fizeram tudo o que estava ao seu alcance” para resgatar o Vega 5, disse.

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