Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Governo autoriza mega-projecto na área florestal

O governo moçambicano acaba de autorizar, provisoriamente, a implementação de um projecto florestal, na província central da Zambézia, avaliado em mais de 101.4 milhões de dólares norte-americanos. Trata-se do “Projecto Tectona Forest of Zambézia”, que vai ocupar uma área de 19.540 hectares, abrangendo os distritos de Gurué, Namarroi, Milange e Morrumbala.

Para o efeito, o Conselho de Ministros, reunido hoje na sua 36ª Sessão Ordinária aprovou esta quinta-feira a resolução que autoriza o Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT).

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula, o projecto tem como objectivo o reflorestamento das zonas abrangidas, a gestão e exploração florestal, processamento e comercialização de madeira da espécie “tectona” e seus derivados.

“Haverá também uma actividade complementar que é a exploração de uma madeira nativa, uma espécie chamada messassa”, explicou Nkutumula durante o habitual briefing no término da sessão do Conselho de Ministros.

O projecto envolve interesses estrangeiros, nomeadamente suecos, noruegueses e norte-americanos, que no conjunto detêm 90 por cento das acções. A Diocese do Niassa é o único investidore nacional, com os restantes 10 por cento das acções.

Dos 101,4 milhões de dólares do investimento previsto, cerca de 71 milhões destinase à componente de plantações florestais, 20,3 milhões para a indústria de processamento da madeira e 10,1 para as infraestruturas.

Relativamente as fontes de financiamento, segundo Nkutumula, que é também vice-Ministro da Justiça, pouco mais de 15,9 milhões de dólares fazem parte do capital próprio dos empresários estrangeiros, enquanto a contraparte nacional possui um capital de cerca de 1,8 milhões.

Contudo, prevê-se que um suprimento de mais de 83,2 milhões de dólares americanos. O prazo para realização deste investimento é de 12 anos.

Os primeiros 10 anos, correspondentes a primeira fase, serão dedicados apenas ao investimento no plantio de árvores, a segunda fase será a de estabelecimento da indústria de processamento e corte e, a partir do 13º ano, iniciar-se-á a comercialização.

Prevê-se que 70 por cento do produto processado venha a ser exportado, enquanto os restantes 30 por cento serão comercializados ao nível interno.

“Se o mercado nacional não consumir os 30 por cento da madeira, então deverá ser exportada”, explicou Nkutumula. As previsões indicam que as receitas anuais a partir do 20º ano poderão atingir os 50 milhões de dólares, mas, a partir do 35º ano, podem ascender a fasquia de 112 milhões de dólares.

O projecto, de acordo com o portavoz, vai criar 1.105 empregos directos, dos quais cinco para estrangeiros. Para além destes, espera-se ainda a criação de cerca de três mil postos de trabalho sazonais.

Outros benefícios do projecto incluem a construção de infra-estruturas sociais, tais como furos de água, postos de saúde, escolas, bem como o melhoramento das vias de acesso, apoio ao sector agrícola nos distritos abrangidos, para além de um complexo residencial para os trabalhadores.

Na mesma sessão, o governo aprovou, entre outros dispositivos legais, o Regulamento de Contratação de Cidadãos de Nacionalidade estrangeira na Área dos Petróleos e Minas e a resolução que ratifica o Acordo de Crédito celebrado entre o governo de Moçambique e o Banco de exportado e importação da Índia (EXIM BANK), assinado no dia 01 de Setembro passado, em Maputo.

Este acordo está avaliado em 13 milhões de dólares norte-americanos e destina-se ao financiamento do projecto de instalação de uma fábrica de módulos Fotovoltaicos Solares.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!