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Glossário do sistema de classificação de risco das agências

As três grandes agências internacionais de classificação de risco – Standard & Poor’s, Fitch Ratings e Moody’s – avaliam a solvência dos Estados ou de empresas, e o risco de calote de suas dívidas. Também atribuem notas para a qualidade do endividamento dessas entidades, no curto e no longo prazo, sendo essa última observada mais de perto. A classificação começa por AAA – a melhor – e vai até a D – calote -, passando por mais de vinte níveis intermediários que incluem símbolos como “+”, “-“, “1” ou “2” que são acrescentados à nota.

Dessa forma, podem ser encontradas classificações como AA+, A- ou Aa2, que permitem classificações mais de acordo com a situação dos diferentes credores. De forma geral, as classificações podem ser divididas em duas grandes categorias: os “investimentos estáveis” ou “high grade”, que correspondem às notas de AAA a BBB, e os “investimentos especulativos”, com notas inferiores a BBB.

Categoria de investimento estável AAA ou Aaa: nota reservada aos emissores sólidos com um risco de calote quase inexistente. É a melhor qualidade possível. Aa ou AA: nota atribuída aos emissores de alta qualidade e confiáveis. A: nota para os emissores de boa qualidade que são, no entanto, suscetíveis a mudanças da situação econômica.

Baa ou BBB: nota reservada aos emissores cuja solvência é intermediária, mas que se mantêm capazes de responder a suas obrigações. Categoria de investimento especulativo Ba ou BB: nota atribuída aos emissores que apresentam características especulativas, e que não estão seguros de serem capazes de responder a seus compromissos de longo prazo. B: nota para os emissores cuja probabilidade de pagamento é incerta no longo prazo.

Caa o CCC : nota atribuída aos emissores especulativos nos quais o calote parece provável no longo prazo. Ca o CC: nota atribuída aos emissores de caráter altamente especulativo, com risco de não pagar sua dívida. C o D: nota atribuída aos emissores inadimplentes.

Há dois critérios que servem para calcular a capacidade de um Estado ou de uma empresa de fazer frente à sua dívida: seu nível de endividamento total e os fluxos de recursos recebidos a cada ano, que permitem pagar parte dessa dívida.

A classificação que um Estado tem leva em conta seu Produto Interno Bruto (PIB) – o conjunto de riquezas produzidas no país -, seu endividamento e suas receitas fiscais. Quanto às empresas, o volume de negócios é mais imprevisível, e se os ativos valem pouco mais que sua dívida, se diz que ela conta com poucos fundos próprios, situação que pode pesar na classificação.

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