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Furtivos envenenam rio Mphanhame para caça de elefantes e leões

Caçadores furtivos são acusados de estar a envenenar o rio Mphanhame com recurso a um produto químico conhecido por Synad para envenenar elefantes e leões para posterior extracção dos respectivos troféus.

A prática, que envolve chineses, zimbabweanos, zambianos e moçambicanos, foi denunciada há dias por alguns operadores da Safaris de Moçambique que funciona na localidade de Chitete, posto administrativo de Chinthopo, no distrito de Mágoè, na província central moçambicana de Tete.

Durante o ano passado, com o site da Rádio Moçambicano citando fontes do “Notícias”, foram encontrados ao longo do rio Mphanhame 150 carcaças de elefantes sem os respectivos marfins.

Confrontada a população local, esta denunciou a presença de homens armados, supostamente da guarda fronteira do Zimbabwe nas imediações das margens daquele curso de água, e de alguns indivíduos de nacionalidade zambiana e chinesa à procura de pontas de marfim, dentes, unhas e pele de leão.

“Estamos preocupados porque o problema está a ganhar grandes contornos de desenvolvimento, pois, para além de matarem os animais que são a principal causa da nossa presença aqui, em Chitete, está já a afectar a saúde pública, visto que temos a certeza de que algumas mortes das pessoas nas comunidades devem estar aliados ao consumo de água envenenada, uma vez que na zona não existem fontes suficientes de abastecimento de água potável às comunidades”- disse uma das fontes, que preferiu o anonimato.

Aqueles operadores apontaram que um relatório mais detalhado do caso, está sendo produzido para o seu envio às autoridades governamentais moçambicanas para a tomada de medidas urgentes antes que a situação ganhe proporções mais alarmantes.

“A situação já é conhecida pelas autoridades comunitárias locais, mas porque esta devem obedecer a uma série de regras para levar a informação até aos seus superiores hierárquicos, nós como operadores de turismo aqui que estamos a presenciar o problema achamos conveniente fazermos chegar às autoridades governamentais para não sermos achados coniventes”- ajuntou a fonte.

Entretanto, segundo a mesma fonte, a inexistência de fiscais da Fauna e Flora do Programa Tchuma Tchatu devido a problemas técnicos e logísticos que o programa está a enfrentar, nos últimos anos, está a contribuir para que caçadores furtivos e ilegais realizem as suas incursões no interior da mata da reserva à caça de animais selvagens, com destaque para elefantes, leões e leopardos.

A localidade de Chitete fica no extremo do distrito de Mágoè, na fronteira entre Moçambique e o Zimbabwe, com uma área de 320 mil hectares e é habitada por cerca de 7744 pessoas.

A zona é cercada por um corredor de fauna bravia, com maior incidência de elefantes, propiciando, deste modo, os constantes conflitos entre os animais bravios e o Homem que resultam, em muitos casos, em mortes e destruição de culturas e habitações.

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