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Fundos do BIRD com aproveitamento “insignificante” no Norte de Moçambique

O fundo anual de USD4,5 milhões disponibilizados pelo Banco Mundial (BIRD) para apoiar a competitividade de pequenas e médias empresas moçambicanas “não está a ser aproveitado” pela maioria do empresariado da zona Norte de Moçambique, segundo o Ministério da Indústria e Comércio (MIC).

O financiamento visa apoiar empresas nacionais de pequena dimensão na aquisição de meios de produção, matérias-primas e desenvolvimento de um vasto leque de serviços para aumentar os seus níveis de competitividade.

Desde a sua criação, em 2011, o fundo já beneficiou 367 pequenos empresários, dos quais cerca de 210 estão baseados na cidade e província de Maputo, segundo Claire Zimba, director-geral do Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME), instituição adstrita ao MIC.

Até ao momento, “nenhum empresário do Niassa solicitou aquele subsídio”, lamentou Zimba, a título de exemplo, realçando ainda que, em Cabo Delgado, apenas cinco agentes económicos beneficiaram daquele subsídio governamental.

A falta de informação e o desconhecimento de procedimentos administrativos foram apontados por aquele responsável como algumas das razões do fraco acesso dos pequenos empresários moçambicanos aos fundos disponibilizados.

Problemas estruturais

Aquele responsável falava esta quinta-feira, em Maputo, durante uma conferência sobre financiamento a pequenas e médias empresas, evento que contou com a presença do vice-ministro da Indústria e Comércio, Kenneth Marizane, e do vice-governador do Banco de Moçambique (BM), António Pinto de Abreu.

Pinto de Abreu disse, na ocasião, que apesar do papel que as pequenas empresas desempenham na economia nacional, estas apresentam “constrangimentos organizacionais e estruturais” que dificultam o seu acesso a créditos destinados ao seu desenvolvimento.

A generalidade das empresas nacionais de pequena dimensão enfrenta problemas de descapitalização, falta de registo comercial ou fiscal e ainda com um “histórico fraco de ligação com instituições apropriadas para o seu financiamento”, explicou aquele destacado quadro do Banco de Moçambique.

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