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Frelimo responsabiliza a Renamo pelos ataques no Centro de Moçambique

A Frelimo considera os ataques a dois autocarros e a um camião-cisterna, facto que causou três mortos, no último Sábado (06), a cerca de 30 quilómetros de Muxungué, no Centro de Moçambique, foram protagonizados pelos homens da Renamo, comprindo deste modo as promessas que este partido, o maior da oposição, vinha fazendo de há uns tempos a esta parte a partir de diferentes pontos do país.

O partido no poder desvaloriza os pronunciamentos feitos pela Renamo, este Domingo (07), segundo os quais “a Renamo não ataca civis, o nosso alvo está bem definido: Atacamos quem nos ataca. Eles querem imputar-nos esses ataques para confundir a opinião pública. Apelamos à população para não se deixar enganar e para ter cuidado quando circular naquela zona.”

Para a Frelimo, apesar do distanciamento da Renamo face ao sucedido, “não há dúvidas de que desde os ataques do dia 04 até ao que foi direccionado aos autocarros no Sábado é a Renamo que os protagonizou”, disse Damião José, porta-voz da Frelimo, esta Segunda-feira (08), em Maputo,  numa conferência de Imprensa.

Entretanto, questionado se havia um plano por parte do seu partido ou do Governo para fazer a Renamo parar com os ataques violentos uma vez que se acredita ser este o responsável, o porta-voz limitou-se a repetir o seguinte refrão: “a Frelimo e o Governo estiveram sempre abertos para o diálogo.”

Damião José disse, na altura, que a Frelimo repudia veementemente os ataques que estão a ser protagonizados na zona centro do país e que resultaram na morte de pessoas inocentes e na destruição de bens públicos e privados.

Num outro diapasão, a Frelimo disse, através do seu porta-voz, Damião José, que o seu maior opositor, a Renamo, é um partido sem agenda própria e que, por conseguinte, vive obedecendo a uma agenda dos seus patrões. Não disse, no entanto, a que patrões se referia, mas acredita que os mesmos “podem ser internos ou externos. Os patrões da Renamo são aqueles que dão agenda a Renamo, incitam à violência e o retorno à guerra.”

O porta-voz acusou ainda o partido Renamo de estar, repetidamente, a romper o diálogo que o Governo moçambicano e a Frelimo têm vindo a manter com ele. Damião fez também questão de dar eco ao discurso do seu presidente do partido ao afirma que “das várias vezes que a Renamo dialogou com o Governo apareceu com um discurso pré-concebido e a querer dar ordens ao Governo.”

 

 

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