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Frelimo pede ao PGR sanções contra deputado da Renamo

A bancada parlamentar da Frelimo, através da sua chefe de bancada, Margarida Adamugy Talapa, solicitou, quinta-feira, em Maputo, ao Procurador Geral da República, Augusto Paulino, para tomar medidas sancionatórias e de harmonia com a legislação contra o deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo, Armindo Milaco.

O pedido da Talapa surge na sequência de Armindo Milaco, já no período de insistências, ter admoestado o PGR para investigar o grau de envolvimento do Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, no narcotráfico, conforme revelaram os telegramas confidenciais da embaixada norte-americana em Maputo, divulgados pelo portal Wiki Leaks, que para além de Guebuza, ao nível mais alto do poder politico envolvem também o seu antecessor, Joaquim Chissano.

Milaco reagia assim, ao informe de Paulino, tendo afirmado que o mesmo não satisfazia os anseios e expectativas dos moçambicanos. Aquele parlamentar chegou mesmo a dizer que o PGR não avançava com as investigações, alegadamente por medo de perseguir as redes de drogas que tem ligação com altos dirigentes moçambicanos, o caso nominal de Armando Guebuza.

“O WikiLeaks denunciou, ano passado, que o senhor Guebuza está envolvido no narcotráfico, para além de ser o protector dos esquemas de narcotráfico, corrupção e lavagem de dinheiro em Moçambique”, disse, apoiando-se na informação veiculada, ano passado, pelo WikiLeaks.

Entretanto, os deputados da Frelimo, entendendo que a informação veiculada pelo portal WikiLeaks é falsa e infundada, e que os pronunciamento do deputado Milanco atenta contra o bom nome do mais alto magistrado da nação moçambicana.

“Nós, a bancada da Frelimo, pedimos ao PGR para que tome medidas acertadas mediante as acusações do deputado da Renamo feitas ao chefe do Estado. Pedimos que haja de acordo com a lei até as últimas consequências”, pediu a chefe da bancada da Frelimo.

Já nas respostas às insistências e em relação a esta preocupação concreta, o PGR disse apenas que tinha tomado nota e o devido encaminhamento seria dado.

Ainda sobre o caso WikiLeaks o PGR referiu no seu informe no parlamento que está neste momento a decorrer um inquérito às acusações feitas pelos americanos sobre o alegado envolvimento de Momar Bachir, empresario mocambicano, no trafico de estupefacientes e substancias psicotrópicas.

Disse Paulino que Por despacho de 3 de Junho de 2010 designamos uma equipa da PIC, para averiguação dos factos, sob direcção e supervisão de uma magistrada do Ministério Público, a qual, desde essa altura está realizando o seu trabalho no respeito ao despacho e aos ditames da lei.

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