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França mantém ataques aéreos no Mali

A França manteve os ataques aéreos contra rebeldes islâmicos no Mali, esta Terça-feira (15), em meio a preocupações de que os atrasos no envio de tropas africanas possam colocar em risco uma missão mais ampla para desalojar a Al Qaeda e os seus aliados.

A França já enviou centenas de tropas ao Mali e realizou ataques aéreos diários desde Sexta-feira numa vasta região do deserto que foi ocupada, ano passado, por uma aliança islâmica que combina o braço da Al Qaeda no Norte da África, AQIM, com grupos rebeldes originários do Mali, o Mujwa e Ansar Dine.

As potências ocidentais e regionais estão preocupadas que os insurgentes possam usar o norte do Mali como plataforma para ataques internacionais. Os chefes de Defesa da África Ocidental devem reunir-se em Bamako, Terça-feira, para aprovar planos a fim de agilizar o envio de 3.300 tropas regionais, previstas num plano de intervenção apoiado pela ONU que deve ser liderado por africanos.

Falando de uma base militar francesa em Abu Dhabi, no início de uma visita aos Emirados Árabes Unidos, o presidente da França, François Hollande, disse que as forças francesas no Mali desde Sexta-feira realizaram ataques nocturnos “que atingiram os seus alvos”.

“Vamos continuar o destacamento de tropas no terreno e pelo ar”, disse Hollande. “Temos 750 tropas destacadas no momento e esse número vai continuar a crescer, para que o mais rápido possível a gente possa entregar aos africanos.”

A França planeia enviar um total de 2.500 soldados para sua ex-colónia com o objectivo de fortalecer o Exército do Mali e trabalhar com as tropas de países do oeste africano.

O chanceler francês, Laurent Fabius, que acompanha Hollande na visita em que a França espera fechar a venda de 60 caças Rafale aos Emirados, disse que os países do Golfo Pérsico também podem participar da campanha no Mali.

Fabius acrescentou que haverá um encontro de doadores para a operação no Mali, provavelmente em Addia Ababa, no final de Janeiro.

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