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França 1 – Àfrica do Sul 2: O sonho só durou 45 minutos

França 1 - Àfrica do Sul 2: O sonho só durou 45 minutos

Por 45 minutos o milagre que poderia levar a África do Sul às oitavas de final pareceu ser possível. Com dois golos de vantagem, um jogador a mais em campo e a vitória parcial do Uruguai no outro jogo da chave, os Bafana Bafana foram para o intervalo em Bloemfontein precisando de mais dois golos para concretizar o sonho. Mas o ímpeto inicial diminuiu quando a França marcou o seu na metade do segundo tempo.

Com o placar final em 2 a 1, os donos da casa deixaram o estádio com um misto de sentimentos: apesar da felicidade pela primeira vitória na Copa do Mundo da FIFA, havia sobretudo a tristeza pela eliminação na fase de grupos, a primeira de um anfitrião na história dos Mundiais. Por outro lado, para a França a derrota confirmou o péssimo momento vivido em 2010, que culminou com uma crise interna durante a competição e a exclusão de Nicolas Anelka do grupo após o jogo contra o México. Sem vitórias, restou aos vice-campeões de 2006 comemorar o golo marcado por Florent Malouda no segundo tempo, que ao menos impediu outra campanha zerada como a de 2002.

Na partida, a França entrou em campo disposta a deixar uma imagem mais positiva após os problemas durante a semana. Para tentar mexer com o ânimo dos campeões mundiais de 1998, o técnico Raymond Domenech promoveu cinco mudanças, colocando em campo jogadores como Yoann Gourcuff, Djibril Cissé, André-Pierre Gignac, Alou Diarra e Sebastien Squillaci.

Logo aos dois minutos, em jogada de dois deles (Gourcuff e Gignac), o país quase marcou. No entanto, o ímpeto durou pouco. Também sonhando com a vaga e empurrada por uma fanática claque em Bloemfontein, a África do Sul avançou e foi recompensada aos 20 minutos, quando já tinha domínio do jogo.

Siphiwe Tshabalala marcou um pontapé de canto, Hugo Lloris saiu mal e Bongani Khumalo ganhou de cabeça para abrir o placar. Com a vantagem e o sonho ainda vivo, os Bafana Bafana empolgaram-se, e a situação piorou para a França aos 25 minutos, com a expulsão de Gourcuff, que entrou duro em MacBeth Sibaya em dividida pelo alto.

Com mais intensidade em campo, os anfitriões continuaram levando perigo e chegaram ao segundo aos 37 minutos. Dentro da área, Tsepo Masilela cruzou, a bola encontrou Mphela, que ganhou a dividida com Diaby em cima de linha e apenas empurrou para a baliza vazio.

Um minuto depois, Bernard Parker chegou a marcar, mas o golo foi corretamente anulado. A esperança da torcida aumentou quando, no outro jogo, o Uruguai abriu o marcador. Àquela altura, dois golos seriam suficientes para lever o país às oitavas.

Na volta para o segundo tempo, a África do Sul teve logo a abrir uma chance incrível, de novo com Tshabalala tocando no meio da defesa para Mphela. O atacante apareceu na cara de Lloris, mas acertou a trave. O camisa 9 ainda assustou pouco depois, em belo remate defendido pelo guarda-redes do Lyon.

Mesmo com um a menos, a França melhorou após as entradas de Malouda e Thierry Henri e passou a tocar a bola com mais tranquilidade, enquanto os donos da casa perdiam intensidade. O sonho praticamente terminou num contra-ataque rápido, que encontrou Ribéry no meio da defesa. O francês tirou do guarda-redes e deixou o golo para Malouda apenas empurrar.

O golo mudou a história do confronto. Abatidos, os sul-africanos pouco fizeram até o final – com exceção a um remate à queima roupa de Tshabalala –, enquanto os franceses também não ousavam, aparentemente satisfeitos com o golo que encerrou o longo jejum. Com o apito final, a torcida aplaudiu os Bafana Bafana, enquanto a França deixou o campo pensando em 2014.

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