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Filipe Nyusi diz que pressão da Renamo através das armados “é uma táctica antiga sem efeito

O Presidente da República, Filipe Nyusi, considerou que a indicação de três membros pelo maior partido da oposição em Moçambique, a Renamo, para se juntar a igual número de elementos do lado do Governo, para a preparação de um encontro com o seu líder, Afonso Dhlakama, não é casual, pelo que não deve ser pretexto para que haja inúmeras e infrutíferas reuniões preparatórias do diálogo político, porque o povo cansou de clamar pela paz.

“Nada surge ao acaso”, a aceitação de Afonso Dhlakama há tempos que era esperada pelo povo. “Pecou por chegar tarde (…). É preciso ver o que significa” do consentimento da Renamo. “O grupo que nós indicamos vai preparar o encontro” no qual serão tomadas decisões para serem implementadas e serão punidas as pessoas que não agirem nesse sentido.

Nyusi disse ainda que gostaria que não fosse uma reunião marcada por pré-condições por isso dificulta o diálogo e torna o alcance da paz inviável.

“Os moçambicanos não se alegram com as reuniões”, exige-se paz e alguma coisa deverá acontecer para que tal exista, disse o Chefe de Estado, ajuntando que o facto de a “Perdiz” ter supostamente realizado vários ataques contras civis e viaturas na Estrada Nacional número 1 e em algumas zonas do centro e norte de Moçambique, dias depois de ela ter indicado a sua equipa para a preparação de um encontro a alto nível, é uma táctica de pressão já conhecida e que não funciona.

“Não é com sangue e balas” que se consegue um entendimento. Se isso acontecer, quaisquer “decisões serão tomadas precipitadamente”, afirmou o estadista moçambicano em conferência de imprensa a jornalista na China, lembrando que qualquer medida tomada à força pode um dia “derrapar”.

Segundo Nyusi, pressionar a tomada de decisões “com base nas armas”, por parte da Renamo, é uma táctica antiga que não funciona, e que “nem vai pegar”. Chegará um dia em que as armas terão que calar…

“Vou engajar-me pessoalmente para que esse encontro seja produtivo”, que as armas calem e “fiquemos a resolver problemas” que estejam na origem do desentendimento.

Refira-se que Afonso Dhlakama indicou, na quinta-feira (19) passada, os deputados Eduardo Namburete, José Manteigas e André Magibire, que juntar-se-ão a Alves Muteque, Benvinda Levi e Jacinto Veloso, na preparação de um frente a frente entre Nyusi e Dhlakama. Estes irão definir os pontos em torno dos quais deverão girar as conversações propriamente ditas.

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