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Polícia moçambicana acusada de sabotar provas em locais de crimes

Um perito moçambicano de investigação criminal acusa a Polícia da República de Moçambique (PRM) de desonestidade, despreparo, sabotagem dos locais de crime, pilhagem de bens das vítimas e de cometimento de várias irregularidades – algumas das quais propositadas – o que dificulta o esclarecimento de delitos, em particular de homicídios cometidos com recurso a armas de fogo.

Valentim Simbinde, especialista em investigação criminal, descreve que existem agente da polícia que em caso de ocorrência de um crime invadem o local, em vez de cercá-lo, à busca de coisas que vezes sem conta não fazem sentido.

Esta atitude da nossa Polícia, segundo o criminalista, faz com que os peritos de investigação criminal cheguem ao cenário de crime em condições que não permitem apurar nenhum facto, por que o “já está contaminado”.

“Se a vítima tinha telefone já não está lá. Se havia dinheiro no carro já não está lá. Sabotam e estragam de que maneira o trabalho de investigação criminal”, disse Valentim Simbinde.

O perito falava há dias numa palestra sobre o tema “contribuição da criminalística e da investigação criminal na justiça em Moçambique, um olhar sobre homicídios voluntários por armas de fogo” organizada pelo Instituto Superior de Ciência e Tecnologia Alberto Chipande, segundo o canal privado de televisão, STV.

De acordo com ele, os peritos em investigação criminal “perdem tempo a recolher beatas de cigarros que o próprio” colega fumou, “a recolher latas de refresco que o próprio polícia tomou”, a recolher vestígios dos sapatos “do próprio polícia”, a pensando-se que se trata de elementos do crime enquanto não, avançou quente canal serviços de teledifusão.

O palestrante disse que isto acontece porque os policiais não têm formação, mas é necessário que estes agentes da Lei e Ordem tenham no mínimo fintas de bloqueio dos lugares de crime, cones, apitos, blocos de notas, rádios de comunicação ou telefones e houver necessidade de invadir o local de crime – para socorrer uma vítima, por exemplo – os sítios por onde o policial passa devem ser sinalizados.

Se estas medidas não forem tomadas, a e quilha de investigação criminal irá perder demasiado tempo no local do crime e nos laboratórios à procura de uma verdade inexistente.

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