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FICV elogia Moçambique na prevenção de fenómenos naturais

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (FICV) aponta Moçambique como um dos exemplos de sucesso na prevenção e redução “drástica” das vítimas de fenómenos naturais.

Este facto consta do Relatório Mundial sobre Desastres elaborado pela FICV e divulgado esta Terça-Feira. A organização, com sede em Genebra, Suiça, sublinha que em todo o planeta 225.842 pessoas perderam a vida em desastres em 2008. O caso de Moçambique é referenciado no Risco Hidrometeorológico, com o documento a destacar o facto do pais ter conseguido “em menos de uma década, reduzir drasticamente o número de vítimas mortais em resultado de cheias e tempestades a que se encontra regularmente exposto”.

O relatório, publicado desde 1993, constitui uma análise contemporânea dos desastres no mundo, quer sejam de origem natural ou provocados pelo Homem e na edição deste ano o Relatório Mundial sobre Desastres foca sobretudo os sistemas de “alerta precoce” e “acção antecipada”.

No lançamento do documento, o secretário-geral da FICV, Bekele Geleta, defendeu que “os perigos crescentes resultantes das alterações climáticas requerem uma resposta dos Governos equivalente às que têm sido dadas para responder à crise financeira global”. “A acção antecipada é um investimento para o futuro e bastante mais eficiente a longo prazo do que a resposta a uma emergência”, acrescentou. O mesmo relatório revela que os eventos hidrometeorológicos relacionados com as alterações climáticas – cheias, tempestades, ondas de calor e secas – foram, em conjunto, responsáveis por cerca de 60 por cento das subvenções deste Fundo em 2008.

Relativamente ao clima, os cientistas consultados afirmam que as alterações climáticas irão trazer não apenas surpresas “imagináveis” mas também surpresas “reais”. O continente africano é duplamente atingido dado que as epidemias de malária estão muito relacionadas com as condições climáticas, devido a condições propiciadas pela precipitação atmosférica, temperatura e humidade.

No que respeita à ajuda alimentar, o relatório, citando a CARE Internacional, chama a atenção para o facto de 220 milhões de pessoas enfrentarem uma situação de emergência alimentar, o dobro do valor de 2006. Deste total, cerca de seis milhões de habitantes do Zimbabwe encontravamse em “risco de fome” no início de 2009. Por outro lado, o número de etíopes que necessita de ajuda alimentar cresceu de cinco para 14 milhões entre 1994 e 2004 e este ano cerca de cinco milhões necessitam de ajuda alimentar de emergência, de acordo com a avaliação mais recente das agências humanitárias.

As organizações humanitárias sublinham o facto de, desde o início, demorar em média seis meses a entrega de ajuda alimentar de emergência aos beneficiários. No que respeita aos riscos sísmicos, e apesar de 10 por cento de todos os tsunamis no mundo ocorrerem no Mediterrâneo, não existe nenhum sistema de alerta antecipado operacional nesta bacia.

Globalmente, o número de pessoas afectadas por desastres naturais (213 milhões) foi sensivelmente o mesmo de anos anteriores e abaixo da média da década (270 milhões), revela o relatório, sublinhando que mais de um terço foram pessoas afectadas pelo mau tempo que fustigou diversas províncias chinesas.

O terramoto em Sichuan, na China, afectou cerca de 46 milhões de pessoas, uma grande cheia nos Estados Unidos da América, 11 milhões, e a seca na Tailândia, outros 10 milhões de pessoas. Outros 19 grandes desastres naturais afectaram entre um e oito milhões de pessoas cada – 11 na Ásia, cinco em África e três nas Américas, acrescenta o relatório.

No Relatório Mundial sobre Desastres destaca-se que a FICV tem vindo a utilizar de forma crescente o Fundo de Emergência de Resposta a Desastres, avaliado actualmente em mais de 15 milhões de dólares anuais (cerca de 10 milhões de euros), para acções preventivas. O relatório é publicado algumas semanas depois da publicação de dados segundo os quais Moçambique é um dos países tem sido diramente afectado por calamidades naturais.

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