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Famílias de Centro e Sul poderão passar fome

Um número considerável de agregados familiares das regiões Centro e Sul de Moçambique poderão registar casos de insegurança alimentar até Março próximo, pelo facto de se terem esgotado as suas reservas alimentares em Outubro passado. Esta é a previsão do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutrição (SETSAN) na sua avaliação que cobre o período de Outubro de 2010 a Abril de 2011 baseada na mostragem da realidade dos distritos críticos, inquéritos a agregados familiares, grupos focais, mercados e autoridades distritais, entre outras metodologias de estudo.

 

 

Segundo a avaliação, a região Norte do país poderá satisfazer as suas necessidades alimentares básicas, mas a maioria dos agregados familiares no Sul e Centro poderá ter que adoptar “estratégias de sobrevivência”.

“Na zona sul e centro, a maioria dos agregados familiares poderá adoptar estratégias de sobrevivência para a satisfação das suas necessidades básicas em alimentos, pois, as reservas alimentares cobriam apenas um período de até Outubro de 2010”, refere o estudo do SETSAN.

No Centro do país, as zonas que inspiram uma maior preocupação estão situadas ao longo da bacia do Zambeze, dentre as quais constam os distritos de Macossa, Tambara e Guro (na província de Manica), Caia e Chemba (em Sofala), Changara, Mágoè, Mutarara e Cahora Bassa (em Tete) bem como Chinde, Mopeia e Morrumbala (na Zambézia).

Enquanto isso, no Sul, as zonas de maior risco encontram-se no interior das províncias de Gaza e Inhambane, particularmente nas áreas áridas e semiáridas dos distritos de Chicualacuala, Chókwè, Mabalane, Massangena, Massingir, Guijá, Chibuto e Chigubo (em Gaza) bem como Funhalouro, Mabote e Panda (em Inhambane).

O SETSAN afirma, considerando a vulnerabilidade da região centro do país às cheias, que algumas famílias, principalmente as mais afectadas, poderão passar por algum período de insegurança alimentar e necessitar de assistência humanitária, incluindo abrigo, alimentação, saúde e saneamento.

“A ocorrência de desastres nas bacias hidrográficas poderá motivar o recurso ao uso de estratégias de sobrevivência e surgimento de bolsas de fome nos distritos de Machaze, Bárue, Sussundenga, Mossurize, Machanga, Chibabava, Buzi, Marromeu, Nhamatanda e Inhassunge, nas províncias de Manica, Sofala e Zambézia”, indica o estudo.

Com relação a região Sul do país, a pesquisa afirma que no período de escassez de alimentos (de Outubro de 2010 a Fevereiro próximo), os agregados familiares de baixa renda vão enfrentar restrições de acesso a alimentos.

“Esta limitação poderá continuar até finais de Fevereiro/Março, altura em que começam a aparecer alimentos frescos/ verdes. Durante este período, os agregados familiares mais pobres poderão aumentar o uso de estratégias de sobrevivência e as famílias mais ricas poderão recorrer as reservas ou venda de animais para poderem obter alimentos”, refere.

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