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Faltam capacidade, tecnologias, capital e finanças – Jakaya Kikwete

Faltam capacidade

Os recursos humanos e materiais em África estão pouco desenvolvidos devido à incapacidade e à falta de tecnologia, capital e finanças, defendeu o Presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete. O Presidente falava na abertura oficial do 20º Fórum Económico para África, que esta quarta-feira começou na capital da Tanzânia e que junta participantes de 85 países, que durante dois dias vão discutir o tema “Repensando o Crescimento Estratégico em África”.

Os governos africanos, afirmou o Presidente, necessitam de aplicar políticas corretas e medidas económicas adequadas. “Os líderes africanos estão a tentar fazer isso, assegurando que a exploração dos recursos sirva para o aumento da qualidade de vida das populações”, assegurou Jakaya Kikwete, acrescentando que a pobreza da maioria dos países africanos limita a sua capacidade e dificulta parcerias, quer com governos ocidentais quer com investidores externos.

O Presidente instou os investidores estrangeiros a estabelecerem parcerias com empresários africanos “para aumentar as capacidades africanas”. “Investimentos com capital totalmente estrangeiro, sem participação dos nacionais, podem suscitar ressentimentos”, sustentou. Jakaya Kikwete acrescentou que o acesso ao mercado dos países desenvolvidos não é por si só suficiente. Para maximizar o uso desses mercados “necessitamos de desenvolver os nossos bens e serviços, de modo a serem competitivos”, advogou. África, realçou, tem vantagens competitivas na agricultura, mas a distorção no mercado, devido aos subsídios dos países ocidentais, “estropia a agricultura africana”.

Questionado por Klaus Scwab, do WEF, para explicar o sucesso tanzaniano na luta contra a corrupção, o Presidente respondeu: “o que eu estou a tentar fazer é construir instituições, o combate à corrupção não pode ser uma decisão do Presidente, não posso dizer ‘prenda este homem, liberte aquele’, são necessárias instituições, mesmo que elas ultrapassem o Presidente e decidam quem levam a tribunal”.

Quando interrogado sobre se a democracia facilita ou dificulta a governação em África, declarou que, longe de fazer as coisas mais difíceis, “a democracia faz a vida mais interessante”. “Trabalhemos para haver mais democracia nos nossos países, no final do dia veremos o resultado”, sublinhou. No Fórum Económico participam 11 chefes de Estado e de governo de África, incluindo o Presidente de Moçambique, que chegou na tarde de hoje a Dar es Salaam.

Armando Guebuza será na quinta-feira um dos principais oradores, falando sobre o investimento direto e sobre os novos modelos de colaboração para o desenvolvimento económico. O Fórum Económico para África é uma organização internacional independente que tem como objetivo melhorar a situação económica mundial.

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