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Falta de medicamentos atrasa tratamentos de doentes em Moçambique

Organizações da sociedade civil em Moçambique advertem a falta de medicamentos em materiais de laboratório nos centros de saúde do país, um problema que está a resultar na demora de tratamento dos doentes.

Um comunicado de imprensa referido pela AIM, as organizações Muleide e o Movimento para o Acesso ao Tratamento em Moçambique (MATRAM) dizem que têm vindo a testemunhar a falta de medicamentos essenciais e itens de laboratório nos centros de saúde.

“Por exemplo, a falta constante de tubos para fazer análises como o CD4 e hemograma desde o início do ano, fez com que muitos pacientes não pudessem iniciar o tratamento para o HIV”, refere o comunicado.

Segundo a fonte, esse problema ocorre numa altura em que apenas 300 mil pessoas estão em tratamento anti-retroviral (TARV) no país, num total de 600 mil em necessidade urgente de tratamento. Além disso, grande parte dos medicamentos essenciais para o tratamento de doenças oportunistas relacionadas com o HIV, incluindo os de tuberculose resistente, não são encontrados pelos doentes nas farmácias dos centros de saúde.

“Este é um assunto muito preocupante para a sociedade civil moçambicana, incluindo os pacientes e os clínicos, que tentam travar o avanço da dupla epidemia em Moçambique”, indica a fonte. Mas o problema de falta de medicamentos não é excluso a Moçambique.

Semana passada, organizações da sociedade civil indicaram que 40 por cento das 70 por cento de unidades sanitárias mapeadas em Maio último na área de Mthatha, na África do Sul, apresentavam ruptura de stock de medicamentos de HIV e tuberculose.

“Esta situação é catastrófica, pois milhares de pessoas que vivem com HIV arriscaram a interrupção do tratamento durante meses. Com o tempo, vão ocorrer mais mortes como resultado e a probabilidade de aumento da resistência aos medicamentos é significativa”, considerou Amir Shroufi, Vice-Coordenador Médico da organização Médicos Sem Fronteiras na África do Sul.

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