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Falta de combustível dificulta funcionamento de embarcações em Sofala

Duas embarcações alocadas ao distrito de Machanga, província de Sofala, Centro de Moçambique, funcionam a meio gás devido a insuficiência de combustível.

A reclamação foi apresentada, Quinta-feira, ao Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, durante o comício popular que orientou em Divinhe, distrito de Machanga, no quadro da sua Presidência Aberta e Inclusiva aquela província.

De acordo com a população, as embarcações em causa, uma ambulância e outra de transporte de passageiros, possuem motores com uma grande capacidade e, portanto, consomem elevadas quantidades de combustível, o que está acima da capacidade das autoridades locais (postos administrativos e localidades).

“A embarcação de transporte de passageiros que fazia o trajecto Divinhe-Chiloane-Beira só funcionou dois meses e ficou parado porque não tem combustível”, disse José Afonso, um cidadão residente em Chiloane, e que esteve presente no comício.

Por causa dessa situação, eles dizem que são obrigados a recorrer a pequenas embarcações que não oferecem melhores condições de comodidade e segurança.

Assim, eles pedem ao Governo para alocar embarcações com menor capacidade de consumo de combustível.

Outros intervenientes no evento enalteceram o papel do Governo na melhoria das suas condições de vida, mas pediram a electrificação do seu distrito com energia produzida na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e que é distribuída por uma rede nacional, a montagem de antena de televisão, a asfaltagem das principais rodovias, entre outros pedidos.

O Presidente Guebuza não apresentou respostas imediatas para essas preocupações, tendo dito que as mesmas irão merecer a devida atenção do Governo.

No comício, Guebuza reiterou a sua mensagem de que os moçambicanos devem unir esforços para juntos combaterem a pobreza, meta que ele acredita que será alcançada com a unidade nacional e com o trabalho árduo.

“Nós, os moçambicanos, temos uma história e quando queremos uma coisa conseguimos”, disse o Chefe do Estado, acrescentando que “somos irmãos e temos o mesmo destino comum que é acabar com a pobreza. E nós iremos alcançar isso com o trabalho”.

Em Sofala, Guebuza vai ainda trabalhar nos distritos de Muanza, Caia, Dondo e na própria cidade portuária da Beira, a capital provincial.

Nesta visita, iniciada ainda Quinta-feira, Guebuza faz-se acompanhar pelo Governador de Sofala, Carvalho Muária, pelos ministros do Interior, Alberto Mondlane, da Administração Estatal, Carmelita Namachulua, para a Coordenação da Acção Ambiental, Alcinda Abreu, e o Ministro na Presidência para os Assuntos Sociais, Feliciano Gundana.

O vice-Ministro da Defesa Nacional, Agostinho Mondlane, e alguns deputados da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, acompanham, igualmente, o estadista moçambicano.

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