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Falta de chuva cria bolsas de fome em Inhambane

Cerca de 19 mil pessoas poderão passar fome nos próximos dias, caso prevaleça a falta de chuvas que se regista desde o ano passado na província de Inhambane, sul de Moçambique.

Neste momento, as bolsas de fome tendem a agravar-se nas zonas localizadas no interior dos distritos de Homoine, Massinga, Inhassoro e Govuro.

Informações do sector de agricultura em Inhambane, citadas pelo jornal “Diário de Moçambique”, indicam que, de uma forma geral, a campanha agrícola 2011/2012 foi um fracasso devido a precipitação irregular ou mesmo ausência total da chuva em algumas regiões da província.

Esta realidade abriu um precedente que poderá levar milhares de famílias a enfrentar uma situação de crise alimentar.

Projecções do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que constam do seu plano de contingências 2012/2013, indicam que número de vítimas de fome poderá aumentar de 19 mil para 116.985, pois, o controlo da situação está dependente da queda de precipitação.

A maioria da população afectada pelas bolsas de fome vive em regiões caracterizadas por clima árido ou semi-árido e, consequentemente, fraca produção da comida para sua sobrevivência.

Bearina Trapesse, delegada do INGC, disse que várias equipas multissectoriais já se encontram no terreno a monitorar a situação.

“Estamos a promover feiras agrícolas nas zonas onde a produção foi muito fraca. Nas feiras a população vende, por exemplo, galinhas e cabritos, e compra produtos para garantir a sua sobrevivência”, explicou Trapesse. N

as zonas onde existem algumas baixas, segundo a fonte, os camponeses são mobilizados para fazerem o aproveitamento dessas áreas.

A fonte sublinhou que neste momento o Governo da província de Inhambane ainda não registou casos de pessoas que necessitam de assistência alimentar directa, mas admite que caso as chuvas continuem a escassear, a situação de fome poderá agravar-se.

A província de Inhambane aprovou um plano global de contingência para fazer face a diversas calamidades naturais, avaliado em 38 milhões de meticais (cerca de 1,3 milhões de dólares ao câmbio corrente) mas, deste valor, tem disponíveis apenas cerca de sete milhões de meticais.

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