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Falta de campos mancha o arranque do Nampulense

Falta de campos mancha o arranque do Nampulense

O Campeonato Provincial de Futebol, vulgo Nampulense, edição 2014, arrancou no pretérito fim-de-semana. Porém, a falta de infra-estruturas adequadas à prática da modalidade continua a tirar o sono aos organizadores que foram obrigados a adiar a partida inaugural que seria disputada entre a equipa do Sporting de Nampula e o seu homónimo de Monapo. Por seu turno, os responsáveis dos clubes acusam a Associação Provincial de Futebol de falta de capacidade na gestão dos recintos desportivos.

A Associação Provincial de Futebol em Nampula (APFN), órgão responsável pela movimentação da modalidade nesta parcela do país, comunicou que o campo pertencente ao Sporting, localizado no bairro de Namutequeliua, é que vai acolher o jogo inicial, embora os problemas existentes sejam do seu conhecimento. O referido campo que recentemente beneficiou de reabilitação, apesar de o empreiteiro ter abandonado as obras, não oferecem condições para receber partidas de futebol. Não existem bancadas para os espectadores, há falta de balneários, entre outros problemas.

Segundo soubemos, dos quatros jogos agendados para a primeira jornada do “Nampulense, edição 2014”, apenas duas equipas é que competiram. Trata-se das partidas entre a Associação Desportiva de Moma e Benfica de Moma, e Benfica de Monapo e Ferroviário de Nacala. Os desafios decorreram fora da cidade de Nampula, tendo produzido os seguintes resultados: Associação Desportiva de Moma 1-2 Benfica de Nampula; Benfica de Monapo 0-1 Ferroviário de Nacala. A partida inaugural ficou adiada devido à falta de campo na cidade de Nampula. A decisão do adiamento prejudicou o clube leonino de Monapo que havia criado condições logísticas para os seus atletas e a equipa técnica.

Segundo o director desportivo do Sporting de Monapo, Altino Nampuio, a atitude dos organizadores do campeonato é prova cabal de sua irresponsabilidade. Nampuio afirmou ainda que quando se ficou a saber que não havia campo, deviam ter criado alternativas para o efeito.

“Nós fomos surpreendidos com um comunicado que dava conta de que o jogo entre a nossa equipa e o Sporting de Nampula estava adiado, alegadamente porque o reduto dos anfitriões não dispõe de condições para realizar partidas de futebol”, disse o dirigente que ao mesmo tempo criticou as condições em que se encontra o campo dos leoninos de Nampula.

“A localização do recinto desportivo não permite a realização de partidas do Nampulense. Veja só que o campo está muito apertado, entre casas, o que contraria a regra da distância de 15 metros. O outro problema é a falta de espaço para o estacionamento de viaturas”, disse a fonte. Contudo, aquele responsável reiterou a disponibilidade da sua equipa, em qualquer campo que seja, mas que reúna condições para o efeito. Entretanto, apesar de não se realizar a prova, o seu plantel está preparado e convicto de que vai vencer as partidas que virão pela frente.

Sporting responsabiliza o empreiteiro pelos transtornos

A direcção do clube Sporting de Nampula sacode a água do capote e responsabiliza a empresa Elísio Construções que estava encarregue de reabilitar a infra-estrutura cujas obras foram adjudicadas em 2011. Depois de dois anos, os trabalhos foram abandonados. Segundo deu a conhecer o chefe do departamento do património do Sporting de Nampula, Namalica Cristóvão, as obras foram interrompidas depois de serem alocados 1.900 mil meticais referentes à primeira tranche, sendo que restavam apenas 800 mil meticais. Neste momento, o empreiteiro encontra-se em parte incerta. Apesar dos transtornos que se verificam, aquele responsável garantiu que dentro em breve o campo estará em condições para acolher os jogos do Nampulense.

APFN avalia positivamente a primeira jornada

Apesar de não se ter realizado os jogos entre o Sporting de Nampula e de Monapo, e Casa Issufo e Clube de Angoche, por falta de campo, a Associação Provincial de Futebol avalia de forma positiva a jornada inaugural. De acordo com o vice-presidente para a Alta Competição na APFN, José Sarajabo, a jornada inaugural, que marcou o arranque do Nampulense, edição 2014 ,foi caracterizado por um clima de festa sem haver registo de escaramuças.

O nosso interlocutor disse que os árbitros que sempre são as principais vítimas das agressões nos recintos desportivos entraram nesta época futebolística “formatados”. “Os jogos que não foram realizados acontecerão na próxima semana depois de os campos em reabilitação estiverem prontos; se não acontecer, mesmo assim vamos deslocar essas equipas para realizarem os jogos nos campos em que já fizemos a vistoria como, por exemplo, o de Ferroviário de Nacala, Angoche, Moma entre outros, porque nós temos essa autonomia”, disse.

Sarajabo diz que o atraso na realização do jogo da primeira jornada da prova por parte daquelas equipas tem a ver com os respectivos clubes, uma vez que, segundo sua justificação, os mesmos são responsáveis pelos campos. Num outro desenvolvimento, ele fez saber que a sua agremiação vai brevemente fazer uma vistoria para apurar as condições de três campos, sendo dois na cidade de Nampula e um Nacala-Porto, nomeadamente 25 de Setembro, 25 de Junho e o da Bela Vista.

Importa salientar que acolhem o Nampulense nesta época cinco campos divididos em igual número de distritos participantes na prova. Refira-se, entretanto, que a prova está a ser liderada pelo Benfica de Nampula, seguido do Ferroviário de Nacala ambos com três pontos; em terceiro e em último lugar estão a Associação Desportiva de Moma e o Benfica de Monapo, respectivamente.

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