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Extensão agrária livra Mossuril da fome

O distrito de Mossuril conseguiu, na presente campanha agrícola, livrar-se da situação da fome que, frequentemente, registava-se naquela região da província de Nampula, mercê dos trabalhos de assistência no sector agrário realizados pelos extensionistas do governo distrital e parceiros que operam nas comunidades no âmbito da promoção do crescimento económico e social local.

A administradora do distrito, Nerina Jone disse que apesar de se registar a fraca queda das chuvas, o desenvolvimento das culturas foi muito encorajador, facto que permitiu a produção de 156.592 toneladas de produtos diversos numa área estimada em 44.942 hectares, contra a meta planificada que era de 157.340 toneladas de produtos diversos em 45.850 hectares representando um crescimento situado na ordem de 98 por cento e 7.5 por cento, respectivamente, se comparar ao igual período da campanha agrícola do ano passado.

Apesar destes resultados, Nerina Jone lamentou o facto de o distrito ter registado o abandono de alguns parceiros do sector privado que cooperavam nas acções de incremento da produção no seio das famílias e camponeses associados, situação que contribuiu para o decréscimo em termos de coberturas das actividades de assistência aos produtores associados e singulares.

Aquela dirigente avançou, ainda, que o distrito de Mossuril deixou de depender dos distritos circunvizinhos para aquisição de estacas de mandioca, graças a introdução do processo de reprodução das mesmas ao nível local, facto que, igualmente, permitiu o aumento das quantidades de produção daquele tubérculo, a principal base alimentar das comunidades.

Em relação ao sector do caju, o distrito conta com um viveiro piloto para a produção de mudas de cajueiros cuja capacidade é de 10 mil por ano e no período dos últimos cinco meses a fonte revelou que foram produzidas e enxertadas mais de três mil.

Acrescentou que no sector das pescas existe um significativo apoio dos conselhos de pesca comunitária nos três postos administrativos, para além da equipa de extensionistas que dedica-se, também, na realização de campanhas de sensibilização dos pescadores no sentido de abandonar o uso das artes nocivas.

“De um modo geral, a situação das bolsas de fome no nosso distrito afirma-se como sendo uma questão que passou para a história” – concluiu Nerina Jone.

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