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Exportação de carvão poderá render cerca de 17 biliões USD até 2035

A multinacional anglo-australiana do ramo mineiro, Rio Tinto, estima entre 15 a 17 biliões de dólares norte-americanos o volume de receitas que Moçambique poderá registar até 2035, como resultado da exportação do carvão extraído na província central de Tete.

A Rio Tinto, que este ano adquiriu o património da Riversdale naquela província, prepara-se para realizar grandes investimentos para operacionalizar o seu projecto de extracção de carvão mineral em Tete.

Segundo os responsáveis daquela multinacional angloaustraliana, os riscos financeiros decorrentes da concretização do negócio estão a ser assumidos pela própria empresa.

A informação foi revelada ao presidente moçambicano, Armando Guebuza, durante a visita que efectuou, Segunda-feira, às infra-estruturas da Rio Tinto, localizadas em Dampier, cerca de 1300 quilómetros de Perth, na Austrália Ocidental.

Um documento apresentado na ocasião refere que “as receitas resultantes da exportação de carvão na bacia de Tete vão atingir entre 15 a 17 biliões de dólares americanos num período de 25 anos (2010-235)”.

De acordo com o documento, até 2016, a empresa vai empregar mais de 3.000 pessoas, número que poderá subir com a expansão do projecto.

Uma das componentes que a companhia deverá prestar atenção especial para sucesso do negócio é a de formação, pelo que se impõe a realização de programas de formação profissional e desenvolvimento social.

Segundo o director executivo da Rio Tinto Coal Mozambique, Eric Finlayson, a empresa tem como desafio implementar os padrões de nível mundial da empresa nas áreas de saúde, segurança, meio ambiente, comunidade, recursos humanos e construção.

“A Rio Tinto deseja desenvolver os seus projectos de carvão da Bacia de Tete com a maior rapidez e segurança possível”, disse Finlayson.

Porém, vincou a necessidade urgente para um maior empenho na área de infraestruturas de escoamento do produto que, actualmente, constitui um dos problemas que afectam negativamente as exportações.

Actualmente, o carvão de Tete é exportado a partir do Porto da Beira, na província central de Sofala e que dista cerca de 575 quilómetros da bacia carbonífera de Moatize. A outra alternativa possível é o Porto de Nacala, a cerca de 900 quilómetros.

A Rio Tinto considera ser necessário explorar mais rotas para as suas exportações, razão pela qual está a investigar o transporte de carvão em barcaças através do Rio Zambeze, para Chinde, bem como a construção de uma nova linha férrea e de um porto próximo de Quelimane, na província da Zambézia.

Aquela multinacional comprometese ainda a proporcionar uma mais valia para Moçambique através do desenvolvimento de activos de carvão metalúrgico da Rio Tinto Coal Mozambique e trabalhar com as comunidades locais para avaliar as suas aspirações e investir nos projectos de desenvolvimento social, entre outros.

Refira-se que a exploração de carvão também traz novos desafios para o governo moçambicano, tais como agilizar a aprovação do estudo do impacto ambiental e social, acesso à terra e estabelecimento de um quadro regulamentar eficaz e transparente.

Depois de visitar a região de Dampier, Guebuza escalou o Centro de Operações da Rio Tinto, em Perth. Guebuza realizou estas visitas a margem da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Commonwealth (CHOGM 2011), que se realizou de 28 a 30 de Outubro corrente aqui em Perth.

Frise-se que, durante a sua estadia neste país, a delegação moçambicana deu maior ênfase a questão dos recursos minerais. Com efeito, antes da Cimeira, Guebuza participou em dois eventos, nomeadamente num Painel subordinado ao tema: “Parcerias na Commonwealth para o Desenvolvimento de Recursos Naturais” e uma Mesa Redonda sobre “Extracção Mineira Moçambique-Austrália”.

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