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Exército tailandês pede negociações depois de declarar lei marcial

O Exército da Tailândia declarou a lei marcial em todo o país, esta terça-feira (20), para restaurar a ordem depois de seis meses de protestos de rua que deixaram o país sem um governo operante, mas insistiu que a intervenção-surpresa não foi um golpe militar.

O líder dos protestos, Suthep Thaugsuban, que vem tentando derrubar o governo há seis meses, disse que continuará com sua luta, apesar da imposição da lei marcial.

Enquanto as tropas patrulhavam partes de Bancoc e porta-vozes do Exército estavam dando declarações às rádios, o governo interino liderado por partidários do ex-primeiro-ministro autoexilado Thaksin Shinawatra disse que ainda está dirigindo o país.

O comandante do Exército, general Prayuth Chan-ocha, disse que a intervenção militar tem o objetivo de restaurar a ordem e conquistar a confiança dos investidores. Ele advertiu que as tropas iriam tomar medidas contra quem usar armas ou ferir civis.

“Pedimos a todas as partes para vir e conversar para encontrarmos uma saída para o país”, disse Prayuth a jornalistas após uma reunião com diretores de agências governamentais e outros funcionários de alto escalão.

As autoridades militares disseram que não estavam a interferir no governo interino, mas os ministros não foram informados do plano do Exército antes do seu anúncio na televisão às 3h da manhã, e Prayuth disse que a lei marcial seria mantida até que a paz e a ordem fossem restabelecidas.

Vinte e oito pessoas foram mortas e 700 ficaram feridas desde que os protestos contra o governo começaram em Novembro do ano passado. A crise é o mais recente capítulo de uma luta de poder de quase uma década entre o magnata das telecomunicações Thaksin e a oposição monarquista que levou o país à beira de uma recessão e provoca o temor de uma guerra civil.

As tropas, com jipes e metralhadoras, restringiram o tráfego na entrada de Bangcoc após a lei marcial. Os militares também tomaram posições em alguns cruzamentos e diante das estações de televisão, mas o movimento continuou normal na maior parte da cidade.

Protestos

Manifestantes pró e antigoverno estão acampados em lugares diferentes na capital e, para evitar confrontos, o Exército disse que eles têm de ficar parados. O Exército também ordenou que 10 canais de televisão por satélite, pró e antigoverno, interrompessem a transmissão.

O governo interino, apreensivo com a intervenção do Exército que em ocasiões anteriores ficou ao lado dos monarquistas, saudou a iniciativa para restaurar a ordem e disse que permanece no comando.

A Tailândia está mergulhada no caos político desde que a primeiro-ministra Yingluck Shinawatra, irmã mais nova de Thaksin, e nove dos seus ministros foram derrubados em 7 de maio depois que um tribunal os considerou culpados de abuso de poder.

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