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Executivo exige prestação de contas às ONG’s em Nampula

O governo de Nampula vai exigir, a partir do corrente ano, a prestação regular de contas com vista a aferir o impacto e o volume de investimento realizado em vários domínios de intervenção por parte das organizações não governamentais que operam na província que ao longo do ano transacto investiram um montante estimado em cerca de 122 milhões de dólares americanos em projectos de mitigação e desenvolvimento.

É a primeira vez que o governo de Nampula faz um arrolamento através das instituições criadas para o efeito, visando, fundamentalmente, obter informações reais em torno do volume de investimento que as organizações não governamentais nacionais e estrangeiras realizam. Na base desse trabalho foi possível apurar que as mesmas actuam em vários domínios, mas o impacto do seu trabalho sobressai, essencialmente, nas áreas de agricultura, saúde e educação.

Para além de intervir em acções que visam mitigar os efeitos de calamidades naturais . Os resultados do arrolamento do investimento realizado pelas organizações parceiras do governo foram apresentados numa altura em que se aproxima a data da realização da Conferência Provincial, visando a apresentação do plano estratégico de desenvolvimento local para os próximos Cinco anos.

Páscoa de Azevedo, porta voz do governo de Nampula, precisou que aquele órgão não tinha a dimensão real da contribuição traduzida em actividades no terreno por parte das organizações parceiras com impacto no desenvolvimento sócio-económico das comunidades da província.

Contudo, as organizações não governamentais que operam na província de Nampula concentram as suas actividades nos distritos costeiros, um facto para o qual as autoridades governamentais provinciais não encontram explicação plausível, quando se sabe que a região interior, se ressente, igualmente, de algumas dificuldades que entravam o desenvolvimento sócio-económico das suas comunidades.

Páscoa de Azevedo precisou que o executivo de Nampula vai, dentro de dias, interceder junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, entidade governamental responsável pela aceitação e creditação das ONGs que operam no país, visando apurar mais esclarecimentos em torno deste facto.

A fonte acrescentou que os parceiros do governo podem intervir noutras áreas consideradas prioritárias, em particular no saneamento do meio que inquieta sobremaneira a sociedade que sofre os efeitos das doenças como a cólera e malária, responsáveis pelo elevado índice de mortalidade, mas tudo vai depender do esclarecimento que o MNE prestar à missão que vai trabalhar com esta entidade.

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