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Estudante finalista suicida-se por se sentir traído pela esposa

Um estudante finalista do curso de psicologia, na universidade pedagógica (UP), delegação de Nampula, optou, passado Sábado, dia 7 de Abril, por tirar sua própria vida, por sentir-se traído pela própria esposa.

Trata-se de Fernando Manuel, de 46 anos de idade e, até à data da morte, residente no bairro de Napipine, que, para materializar o seu intento, recorreu a uma capulana com a qual enforcou-se, depois de pendurar-se numa das árvores próximas da residência.

Dados da Polícia da República de Moçambique, em Nampula, citados pelo jornal Diário de Moçambique indicam que o finado, antes teria escrito uma carta, a qual foi encontrada num dos bolsos das calças, cujo teor demonstra que tal resultou de problemas passionais.

Segundo a carta, Manuel apela à família a não se constranger, mas comunica que só a sua esposa conhece as razões da morte, devendo todos os membros da família interessados em obter mais detalhes a abordar ou ligar para um número nela contido, supostamente pertencente a um amante.

Prossegue dizendo que terá optado pelo enforcamento para não complicar a esposa, e adianta que a casa deve ser entregue aos filhos, aos quais confere legítimos poderes sobre ela, afastando assim a esposa de qualquer reivindicação.

Um outro cidadão, identificado por Agostinho Luís, de 35 anos de idade e residente no bairro de Muatala, também pôs termo a sua vida alegadamente para deixar a esposa livre.

Luís, até à data empregado doméstico, algures na cidade, também recorreu a esferográfica e um papel para exprimir o que o terá levado a optar por esta via, porque estava cansado de problemas e que não via outra forma de resolução do desentendimento senão a morte.

Para a polícia, estes casos espelham a necessidade de um trabalho aturado junto das comunidades, sobretudo na consciencialização das famílias de que a morte não pode ser vista como a solução dos problemas, a favor do diálogo.

Inácio Dina, porta-voz da Polícia, considera estranha a forma como tal aconteceu, sobretudo porque os dois casos deram-se, Sábado e Domingo, numa altura em que comemorava-se o dia da mulher, ocasião que terá precipitado o ambiente turvo nas famílias.

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